O meu artigo “Os Temporários da OAB foi publicado no jornal O Liberal de 16.11.2004.

 

Em resposta, o Presidente da Seccional da OAB/PA publicou, no mesmo jornal,no dia 18.11.2004, o artigo “A OAB não tem temporários”. Nesse artigo, foi dito que eu estou querendo impedir a OAB de combater a prorrogação dos contratos dos servidores estaduais temporários, que estou agindo de má-fé e que sou ignorante. Posteriormente, esse artigo foi publicado na internet, na página da OAB/PA, e também no jornal O Advogado, de dezembro de 2004. 

 

Em resposta ao artigo do Presidente da Seccional, escrevi “Os Temporários da OAB-2, um artigo muito extenso, que não foi publicado pelo jornal O Liberal, e depois “Os Temporários da OAB-2 (RESUMO)

 

Até hoje, a OAB/PA ainda não reconheceu o meu direito de resposta, apesar de já terem sido protocolados dois requerimentos, o primeiro em 22.11.2004 e o segundo em 14.12.2004.

 

Além disso, o artigo que contém os insultos (acusando-me de má-fé e de ignorância) foi agora publicado no jornal O ADVOGADO, edição de dezembro de 2004.

 

Aliás, esse artigo foi agora publicado na íntegra, em sua forma original, como foi publicado também na internet, na página da OAB/PA, sem as correções que haviam sido feitas na redação do jornal “O Liberal”. Assim, foi repetido o texto: ...”devem seus servidores serem submetidos à seleção por concurso público”...

No jornal O Liberal, esse texto foi publicado devidamente corrigido: ...”seus servidores devem ser submetidos à seleção por concurso público”...

 

Mas é pena que os dirigentes da OAB não tenham, também, condições de discutir um assunto jurídico, sem o recurso aos insultos pessoais.

 

Na minha opinião, defender uma tese jurídica, que contrarie os interesses corporativistas da OAB, não denota má-fé, absolutamente. Ao contrário, defender opiniões sem qualquer fundamentação jurídica, cegamente, no “interesse” da OAB, isso é que é má-fé.

 

Quanto à ignorância, de que sou acusado, acredito que seja apenas uma questão de ponto de vista, uma reação natural de quem não tem condições de responder aos meus argumentos, porque eles são irrespondíveis. A única arma de que eles podem dispor é essa, acusar-me de ser ignorante, ou de agir de má-fé, assim como podem tentar impedir, por todas as formas, a publicação e a divulgação de meus trabalhos. Não respeitam, nem ao menos, o direito constitucional de resposta, porque o meu artigo, que responde aos insultos que me foram dirigidos pelo Presidente da Seccional, deveria ter sido publicado, evidentemente, na página da Seccional da OAB/PA, na internet, e também no jornal O Advogado, de dezembro de 2004. Ou, ao menos, deverá ser publicado na edição de janeiro de 2005.

Ao mesmo tempo, em todas as entrevistas, os dirigentes da OAB se esmeram em repetir que estão muito preocupados em defender a Constituição e as leis, acreditando, talvez, que essa repetição sistemática lhes dará maior credibilidade.

 

Sei perfeitamente que a minha luta é desigual, em favor de uma OAB que realmente desempenhe as suas atribuições constitucionais, contra o corporativismo de seus dirigentes, que às vezes contam com uma forte ajuda de determinados setores do Judiciário, do Legislativo e da mídia. No entanto, não serão alguns insultos que me farão desistir de meus objetivos. Confio em que os leitores terão condições de discernir, facilmente, quem está com a razão, quem está agindo de má-fé e quem é o ignorante.