Vladimir
: Exame de Ordem não é prova de seleção mas de aptidão
Quinta-feira,
13 de março de 2008
OAB
http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=12883
Brasília, 13/03/2008 – O presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem
dos Advogados do Brasil, Vladimir Rossi Lourenço, fez hoje (13) durante
audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do
Senado a defesa veemente importância de aplicação do Exame de Ordem como instrumento
de aferição da aptidão do bacharel em Direito para ingressar na advocacia. “O
advogado é um profissional que precisa ter qualificação para lidar os bens
maiores da vida como a liberdade e o patrimônio das pessoas, e o Exame de Ordem
- uma prova de aptidão e não de seleção -- pode testar minimamente os
conhecimentos que o credenciam para essa missão”, afirmou Vladimir aos
participantes da audiência. A sessão pública foi convocada pelo presidente da
CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), para discutir o projeto de lei n° 186/2006, de
autoria do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), que pretende abolir o Exame de
Ordem.
Vladimir Rossi Lourenço apontou a mercantilização do ensino jurídico no País e
a proliferação do número de faculdades particulares como principais causas da
sua má qualidade e, conseqüentemente, dos elevados índices de reprovação dos
bacharéis pelo Exame de Ordem. “O ensino não é mercadoria, como vem sendo visto
por inúmeras faculdades e não só na área do Direito”, afirmou. Ele lembrou que
as faculdades públicas de Direito, que não visam o lucro como as particulares,
exibem índices expressivos de aprovação dos seus bacharelandos no Exame de
Ordem. Diversas universidades federais, segundo levantamentos da OAB, têm
aprovado acima 80% dos seus inscritos.
O presidente
Aos que criticam ou procuram abolir o Exame de Ordem, como o projeto do senador
Gilvam Borges e integrantes do movimento de bacharéis de Direito – também presentes
à audiência pública -, Vladimir Rossi observou que ninguém pode alegar surpresa
ante a obrigatoriedade do Exame de Ordem, como imprescindível para o bacharel
que ter registro como advogado nos quadros da OAB. “Dentre as inúmeras
possibilidades profissionais depois do bacharelado está a advocacia e, desde
1994, dentro da situação normativa brasileira, por disposição legal e
constitucional, é a OAB a entidade aparelhada para aplicar o exame de aptidão
para o exercício da advocacia”, sustentou.
Além do presidente em exercício da OAB Nacional, participaram da audiência
pública o vice-presidente da Comissão Nacional de Ensino Jurídico da entidade,
José Geraldo de Sousa Júnior; o vice-presidente da Comissão Nacional de Exame
de Ordem, Dílson José de Oliveira Lima; os conselheiros federais da OAB Marcus
Vinícius Furtado Coelho (Piauí) e Esdras Dantas de Souza (Distrito Federal), e
a presidente da Seccional da OAB do Distrito Federal, Estefânia Viveiros. Entre
outros parlamentares, participaram também nos debates da audiência pública o
representante da Frente Parlamentar da Advocacia na Câmara, deputado Nelson
Trad (PMDB-MS) e os senadores Valter Pereira (PMDB-MS), Antonio Carlos
Valadares (PSB-SE) e Geraldo Mesquita (PMDB-AC).