“O Exame de Ordem privilegia a Advocacia
séria”
(comentado por Fernando Lima)
27.08.2007
Por Juliana
Jeziorny,
da redação do Jornal
da Ordem
Nascido
Sua escolha pela Advocacia veio naturalmente, pois seu pai era promotor
de justiça. “Convivi a infância toda
com o meio jurídico através da profissão do meu pai, e recebi uma influência
muito forte deste convívio com ele, juízes e promotores”, afirma.
Durante a faculdade, estagiou no Ministério Público, e assim que se
formou , em 1982, montou seu próprio escritório e começou a advogar. (sem fazer o Exame de Ordem, evidentemente). Fez
cursos como MBA, especializando-se em gestão empresarial e em processo civil, e
também é pós-graduado em Administração e Direito. Atualmente é presidente da
Comissão de Estágio e Exame de Ordem, e há 10 anos assumiu a Advocacia do Banco
do Brasil, onde é chefe do jurídico no RS; também trabalhou como professor de
Processo Civil II, na Unisinos.
Em 1997 Carlos Alberto atuou na banca de Direito Processual Civil como
examinador do Exame da Ordem, e desde 2004 é presidente da comissão.
“O que me chama atenção é que o Exame de
Ordem conjuga algumas circunstâncias interessantes, (para
quem?) é um instrumento que afere a condição de bacharel em Direito para
exercer o exercício da Advocacia ( e o diploma de um curso jurídico,
Como
coordenador do exame da Ordem, trabalha com as bancas examinadoras e as
recursais, sempre procurando aperfeiçoar a prova, tornando-a um instrumento de
maior qualificação. “Há muitos debates
internos entre a comissão e as bancas examinadoras para uma constante melhora
nas provas aplicadas.” (isso seria ótimo, se fosse
competência da OAB avaliar a qualificação profissional dos bacharéis)
Carlos
Alberto está visitando as faculdades de Direito do Estado do RS para debater o
Exame da Ordem e suas questões. “Essa
experiência está sendo muito importante, pois estou levando a visão da OAB/RS,
buscando desmitificar, mostrar aos acadêmicos que eles têm que focar-se além da
conclusão do curso”, analisa. (não se sabe,
exatamente, o que isso significa)
Para
o advogado, a extinção do exame está totalmente na contramão do momento atual,
pois há grande possibilidade que outras profissões passem a exigir uma
credencial semelhante, já existindo um processo legislativo em andamento para
que haja o mesmo, na medicina e odontologia. (isso é verdade, porque os dirigentes da OAB
há muito vêm tentando fazer com que o Congresso Nacional aprove outras leis
inconstitucionais, criando Exames para outras profissões, com a finalidade de
justificar a existência do Exame de Ordem da OAB e de esconder o atentado
contra o princípio da isonomia)
“O Exame de Ordem não é um obstáculo para a
atividade profissional, (de acordo com os dirigentes
da OAB, já existem 2 milhões de bacharéis impedidos de advogar. Se isso não é
obstáculo para a atividade profissional....) mas sim um exercício de
competência legal dada à OAB. (dada à OAB por quem?
Pelos seus próprios dirigentes, quando elaboraram o anteprojeto do Estatuto e
conseguiram que o Congresso Nacional o aprovasse, atribuindo (§1º do art. 8º)
ao Conselho Federal da OAB a “competência” para regulamentar o Exame de Ordem?)
A avaliação privilegia a Advocacia séria, o
interesse da cidadania e serve para que os cursos superiores possam mensurar a
sua qualidade de ensino” - justifica. (a avaliação
tem que ser feita pelo MEC. O art. 209 da CF/88 estabelece que cabe ao poder
público a avaliação: Art. 209, II – autorização e avaliação de qualidade pelo
poder público.”)
Mas
a sua vida não é só trabalho. Quando tem um tempo livre, Carlos Alberto de
Oliveira gosta de viajar e ir ao cinema. “Eu
gosto muito de trabalhar, mas também adoro me divertir e desenvolver atividades
de lazer, como leitura. (seria interessante aproveitar
para ler a CF/88. Não sei se seria pedir muito, mas aqui vai uma dica: leia
também os meus artigos referentes à inconstitucionalidade do Exame da OAB, no
endereço: http://www.profpito.com/soosmeus.html)
Também faço minhas caminhadas quase que diariamente” finaliza. (eu também as faço, mas diariamente, com uma única exceção,
aos domingos, e apenas para perder algum peso corporal, porque na consciência,
não tenho nenhum peso)