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O
presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Busato, apresentou ontem, na reunião
mensal do Conselho Federal da entidade, uma proposta para que assuma como
bandeira a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva, a ser eleita nas próximas
eleições gerais, a fim de "reproclamar a República".
De acordo
com a "manifestação" de Busato – a ser votada pelo Conselho da OAB daqui a um mês – a Constituinte funcionaria
paralelamente ao Congresso, "sem vínculos com ele, sendo dissolvida
tão logo conclua seus trabalhos". "As experiências anteriores de
Congresso-Constituinte
(emendas constitucionais) têm se mostrado nefastas ao país, pois não fundam
uma nova ordem; remendam a anterior, frustrando o sentimento de mudança e
renovação".
"Vive
o Brasil um dos instantes mais dramáticos e impactantes de toda a sua
história, assolado por numerosas e sucessivas denúncias que envolvem alguns
de seus mais destacados dirigentes políticos. O que se assiste é mais um
‘strip-tease’ moral de nossas elites dirigentes. Construiu-se dentro do
Estado brasileiro um sistema predatório ao patrimônio público jamais
suspeitado e jamais antes perpretado", afirmou o presidente da OAB ao encaminhar sua proposta ao
Conselho Federal.
Busato
ressaltou ainda que "o Congresso transformou-se em delegacia de
polícia", resumindo seus trabalhos a três CPIs
e ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. "É uma situação
gravíssima. Suas faltas são as do governo que encarnava na plenitude. Como
o presidente da República não vem a público tratar com clareza dos fatos
que estão sendo denunciados – e prefere portar-se como vítima em palanques
populares, passa a ser visto também como suspeito", concluiu o
presidente da OAB.
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