Muito se tem questionado
sobre o exame dos bacharéis em direito pela OAB para a aquisição da sonhada
carteira de advogado.
Na praxe forense posso
relatar que o exame é imprescindível, tanto para demonstrar conhecimentos
adquiridos no andar do curso como preparo emocional a certas situações que o
recém-formado é exposto.
Antigamente me recordo de
ofícios judiciais à Ordem para questionar se o advogado atuante fazia parte dos
quadros da OAB, eis as atrocidades que apareciam. Hoje impraticável frente aos
órgãos de proteção dos advogados.
Faço parte da CDAP,
Comissão de prerrogativas dos advogados, e sempre voto no sentido de
investigação se houve ou não abuso de alguma autoridade em relação ao exercício
profissional, acolhendo retratações e expedições de ofícios. Somos advogados –
nunca esqueçam disto!
Mas, vou mais longe.
Sinceramente olvidam as faculdades que por dispositivo legal não há hierarquia
entre juízes, promotores e advogados. Sem temor deve o advogado defender seus
ideais e de seu cliente com lisura e legalidade no possível e impossível,
nenhum juiz ou promotor, nenhum desembargador ou procurador pode faltar com o
respeito com o advogado em sua labuta.
Sejamos francos, há uma
“lenda” de quem não passou em concurso público foi advogar...(parece a lamúria;
quem mandou eu não estudar para ser x ou y)
O exame da OAB vem
exatamente para isso: testar se o bacharel está apto ou não para enfrentar a
vida real. Quem se opõe a isso que vá ao fórum praticar a verdadeira advocacia.
No Brasil falta coragem,
dos brasileiros. Ora, se estudou 5 ou 6 anos e passou
por todo o iter
que um juiz ou promotor também passou, que mal há de fazer um exame?
Nervosismo? Todos passamos por ele, inclusive nas primeiras experiências de
vida e nem por isso deixamos de fazê-las. Não há desculpa.
Recentemente recebi a
notícia que desembargadores e juízes recém aposentados deveriam prestar exame
de ordem, o que muito feliz me fez – princípio da igualdade.
Para finalizar, posso
simplesmente aconselhar: estudem. Estudar não faz mal a ninguém e errar é
próprio das pessoas, recorrer – melhor ainda, mostra viso para a advocacia.