MP propõe substituições em até nove meses

 O Liberal, 28.04.2005

 

A Procuradoria Regional do Trabalho da 8ª Região recomendou ontem, à Assembléia Legislativa do Estado, que no prazo de nove meses afaste os servidores temporários e os substitua por aprovados mediante a realização de concurso público. A proposta foi feita pelo procurador Paulo Germano Arruda, em audiência com a procuradora-geral da AL, Maria Eugênia Rio, e a chefe do Setor de Pessoal da Casa, Paulina do Socorro Nascimento, à tarde, na sede da Procuradoria. O Legislativo vai se manifestar perante o MPT noutra reunião marcada para 13 de maio, às 10 horas, no mesmo local, quando poderá ser assinado um termo de compromisso de ajuste de conduta perante o Ministério Público do Trabalho.


Na proposta formalizada por Germano, a AL deverá publicar o edital para a realização do concurso no prazo de 30 dias e concluir o certame em até seis meses. Dois meses depois, os temporários deverão ser afastados para que, simultaneamente, seja empossado o número necessário de concursados para suprir o quadro de pessoal da administração. A substituição dos servidores ficaria concluída ao final de nove meses.


A contratação de servidores temporários é alvo de um procedimento instaurado no MPT. Na audiência, a procuradora-geral da AL informou que o último concurso realizado pelo Poder foi em 1987 e que, desde lá, as necessidades de pessoal vêm sendo supridas com a contratação de temporários. A chefe do Setor de Pessoal acrescentou que um pequeno grupo de temporários possui mais de dez anos de atividades naquela Casa.


Foi apresentada ao procurador uma lista das funções desempenhadas pelos servidores temporários, a qual foi anexada ao procedimento do MPT. Entretanto, as representantes da AL não levaram, conforme havia sido requerido por Germano, a relação nominal dos servidores temporários com data de admissão e divididos em grupos de contratados por período de cada legislatura, partir de 1988. A informação ficou de ser remetida até o próximo dia 6, às 10 horas, “improrrogavelmente”, conforme observa ele na ata da audiência.

 

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