Exame de Ordem: má qualidade no ensino ou excesso por parte da OAB?
21.02.2005
por Ricardo Silveira Gonçalves,
Formando – URCAMP
"Extraído de www.espacovital.com.br"
Um assunto vem atormentando a vida de futuros formandos e bacharéis de
direito, o Exame
de Ordem. Muito se fala a respeito da má qualidade dos cursos de
direito, conclusão a que se chega devido ao alto índice de reprovação na prova
da OAB. Mas esse índice, seria tão elevado, por causa da falta de preparo dos
alunos?
Constata-se, cada vez mais, um aumento no
percentual de reprovação no Exame de Ordem em todo Brasil, - é evidente que, existem
universidades de má qualidade, mas por outro lado existem cursos muito bons,
onde se observa o mesmo índice elevado de reprovação. Não seria a hora de serem
revistos os critérios de avaliação?
Em palestra proferida, por um experiente advogado
trabalhista durante um seminário, na Universidade da Região da Campanha, foi
levantada a questão sobre a matéria em tela. Para a surpresa de todos, a
resposta dada pelo palestrante a respeito do grau de dificuldade, representado
pelas questões da prova, foi de que havia algumas, na sua área, que
dificilmente um aluno, com pouca prática, ou sem nenhuma, teria possibilidade
de responder. Conclui-se que, tais questões, foram elaboradas com um grau de
dificuldade muito elevado, apenas passíveis de serem respondidas por um
operador de Direito com muita prática.
Em outra oportunidade, uma juíza do Trabalho
substituta, que fez a prova da Ordem e o concurso praticamente na mesma época,
concluiu que o grau de dificuldade apresentado por ambos era semelhante.
Por fim, não estaria sendo distorcida a real
função e o motivo pelo qual o Exame de Ordem foi criado? Como esperar que um formando,
possa responder questões, muitas vezes de ordem prática, cuja resposta se descobre depois de anos de
exercício na profissão? Não estaria sendo completamente distorcida a
função para qual o Exame de Ordem foi criado?
Até que se descubram essas respostas, nós formandos,
viveremos com a sombra, de talvez não poder exercer a profissão escolhida, ou
quem sabe tentar um concurso, que pelo visto, pode ser até mais fácil.
E.mail: rgoncalvs@brturbo.com.br
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