Texto encaminhado à Rede Globo:
Considerando
que as colocações feitas pelo Presidente da OAB/SP, quanto às avaliações
promovidas pelo exame de ordem, buscam apenas defender a atual reserva de
mercado imposta pela OAB, que interessa apenas aos atuais advogados inscritos
nessa entidade, em flagrante prejuízo aos Bacharéis em Direito, e que esta
avaliação é desprovida de conceituação técnico-jurídica constitucional ou mesmo
legal, que permita a uma entidade de classe restringir o exercício profissional,
garantido pela Constituição Federal, de quem foi qualificado por uma
Instituição de Ensino Superior de Direito, autorizada e fiscalizada pelo
Ministério da Educação, deve a Rede Globo de Televisão ofertar o mesmo espaço
jornalístico, concedido na edição de ontem do Jornal Nacional, para que a
verdade seja restabelecida, ainda mais porque o diplomado em qualquer área de
formação superior está apto a ser inserido no mercado profissional, em
conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Milhares de Bacharéis em Direito estão sendo
prejudicados por uma entidade de classe que se diz defensora da Constituição
Federal, mas que é a primeira a rasgá-la, por interesses mercadológicos.
Minhas palavras são tão adequadas que hoje
(06/07/2006), existem em tramitação três projetos de lei perante a Câmara
Federal e outro no Senado Federal, sobre o exame de ordem. Leiam o artigo que
publiquei no site jurídico Jus Navigandi e que apresenta outras inconstitucionalidades
encontradas nesse exame: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=8327
.
Fica lançado o desafio à Rede Globo, à OAB e seus
dirigentes e a qualquer operador do Direito para debater, publicamente, com
reais argumentos e efetivas fundamentações jurídicas, as inconstitucionalidades
e ilegalidades desse exame, desprovido de conceituação técnico-jurídica.
Coloco-me à disposição para quaisquer debates.
José de Freitas Guimarães