Concursados querem vaga
O Liberal, 27.01.2005


Quem fez concurso quer ser chamado logo. Para isso é necessária a demissão dos temporários.

 

Concursados de várias secretarias se reuniram em frente ao Centro Integrado de Governo, na avenida Nazaré. Eles foram pedir informações sobre o número de vagas disponíveis e o cronograma para o preenchimento delas. Uma comissão formada por sete representantes foi recebida pela secretária de gestão, Teresa Cativo, que pediu uma nova reunião para esclarecer essas questões.   

O grupo, liderado pelo médico Francisco Almeida, concursado da Secretaria Executiva de Saúde do Pará (Sespa), busca esclarecimentos sobre quando e de que forma serão chamados. "Sabemos que existe mais concursado do que demitidos de acordo com a lista publicada no Diário Oficial de 30 de dezembro. As vagas dos demitidos, que vão sair no dia 28 de fevereiro, não atende a todos os concursados. Queremos saber quantas vagas existem e não queremos a prorrogação do prazo para sermos chamados até outubro", disse.
O médico apoia a idéia de que seja formada uma associação para defender os direitos dos concursados.

O prazo de permanência dos temporários até dezembro de 2006 em algumas secretarias também não agrada aos concursados. "Até esse prazo, o concurso vai caducar", justificou Francisco. O grupo de concursados também chamou a atenção para o fato de que a lei aprovada na Assembléia Legislativa, autorizando a administração estadual a prorrogar o contrato dos temporários até dezembro de 2006, é um recurso ilegal, já que o Ministério Público do Trabalho deu prazo até março deste ano para que os órgãos da administração pública realizem concurso público para contratação legal de pessoal ou procedam a nomeação do que já foram  aprovados nos concursos realizados em 2004, como é o caso de Sespa, Hospital de Clínicas, Santa Casa de Misericórdia, Fundação de Assistência à Criança e Adolescente do Pará (Funcap), Secretaria Executiva de Trabalho e Promoção Social (Seteps) e Secretaria de Administração (Sead).

O assistente social Josué Araújo, concursado da Fundação da Criança e do Adolescente do Pará (Funcap) acredita que o ideal seria que as pessoas que passaram no concurso, fossem nomeadas ainda em 2005. "Este não é um ano eleitoral, por isso o momento de sermos chamados é agora". 

A secretária de gestão explicou à comissão que o direito dos concursados está assegurado. No entanto, não há como demitir todos os temporários de uma só vez. "Vamos nos reunir com a Sead (Secretaria de Aministração) para saber o número de vagas e qual o cronograma. Não podemos demitir todos os temporários numa canetada só e deixar o Estado descoberto", disse.

A secretária agendou outra reunião, no próximo dia 2, com a comissão, representantes das secretarias e Sead para esclarecer sobre o número de vagas e sobre o prazo para os concursados serem nomeados.

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