Britto defende Exame de
Ordem em audiência pública
Última Instância,
Quinta-feira, 21 de
junho de 2007
O presidente nacional da
OAB (Ordem Advogados do Brasil), Cezar Britto, defendeu mais uma vez a
realização do Exame de Ordem e ressaltou a importância do papel da entidade no
relacionamento com os profissionais que estão atuando no mercado.
“Nossa preocupação não é corporativa e nem de reserva de mercado, mas de
seleção, para que a sociedade tenha certeza quanto à ética e a qualidade dos
serviços prestados pelos profissionais que atuam no país”, disse Britto durante
audiência pública realizada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da
Câmara dos Deputados.
Na audiência, Britto
debateu com parlamentares e representantes de vários Conselhos profissionais a
conveniência da edição de uma lei geral que disponha sobre a fiscalização das
profissões por esses Conselhos e sobre a exigência de submissão a exames de
proficiência como condição para o exercício profissional — a exemplo do que
ocorre com o Exame de Ordem.
Britto divulgou aos
presentes as últimas estatísticas relativas ao ensino jurídico no país, que
possui, hoje, 1.049 instituições de ensino em funcionamento, com 149 mil vagas
ofertadas por ano e cerca de dois milhões de estudantes de direito no Brasil.
“Sem o Exame de Ordem teríamos, logo no dia seguinte, 2,5 milhões de advogados
entrando no mercado, sem que se tivesse atestado a mínima qualidade
profissional desse universo gigante de bacharéis”,
afirmou o representante da OAB,
que criticou, também, a despreocupação de várias instituições de ensino com a
oferta de um ensino em Direito de qualidade.