“A
prova é inconstitucional”, diz professor da UFPR
16.05.2005
http://canais.ondarpc.com.br/vestibular/noticias/conteudo.phtml?id=461777 (para outras notícias, clique neste link e depois em SAIBA MAIS)
O diretor do curso de Direito da UFPR, Luiz Alberto Machado, cogita uma ação judicial para acabar com a obrigatoriedade
do Exame de Ordem. “A prova é inconstitucional”, diz. Segundo ele, a
Constituição prevê que é missão das universidades formar os advogados e, por
isso, não é necessário que o bacharel tenha que passar por outro teste para
poder trabalhar.
A idéia de Machado é impulsionada pelos baixos índices de aprovação registrados no teste promovido pela OAB-PR e,
principalmente, pela falta de participação dos professores universitários do
estado na formulação da prova. “Os advogados não estão preparados para
avaliar o conhecimento, quem tem capacidade para isso são os professores. Não é
com um monte de pegadinhas que você mostra o que alguém sabe”, afirma.
O diretor diz que a seção paranaense faz a prova com a única intenção de
reprovar os alunos. “Essa história de baixa aprovação virou um espetáculo de mídia para a
Ordem, que não quer examinar, quer é fazer reserva de mercado.” Para ele, a maioria dos
alunos da UFPR tem capacidade comprovada pela excelência conquistada em todas
as edições do extinto Provão, quando sempre atingiu a nota máxima em todos as
avaliações.
Machado nega que a instituição tenha perdido qualidade com a saída de
alguns professores, como alega o presidente da Comissão de Estágio e Exame de
Ordem da OAB-PR, Ivo Harry Celli
Júnior. “Temos o mesmo quadro de sempre, com professores qualificados, mestres
e doutores que estudaram fora do país. Faço um desafio: vamos ver se algum dos avaliadores da
OAB-PR tem a capacidade de fazer uma discussão conosco sobre Direito.”
*perguntinha do
redator: será que alguém aceitou o desafio?