A OAB QUE NÓS
NÃO QUEREMOS.
Faço parte do atual
Conselho da OAB, mas sou dissidente da administração Caldas Góes.
Fui para a oposição, mesmo
tendo sido eleito na chapa de Góes, em face de ter testemunhado, dentro do
Conselho, lamentáveis fatos que envergonharam toda a classe dos Advogados.
Fui
para a oposição pela vergonha de fazer parte de um Conselho cujo presidente,
logo após ter iniciado o mandado, foi indiciado na Policia Federal por fraude
contra a Caixa de Assistência dos Advogados. Estou dissidente por não concordar
com um presidente que nomeou seu próprio filho para uma função remunerada da
OAB. Sou dissidente porque sou contra o privilégio dado a diretores da Ordem,
como à vice-presidente, beneficiada com um vultoso contrato de honorários com a
Caema, sem licitação, enquanto milhares de advogados
enfrentam dificuldades para entrar e manter-se no mercado de trabalho.
Sou
dissidente por saber que um Conselheiro Federal/Procurador Geral do Estado,
também conseguiu para o seu escritório a advocacia do Detran, também com
dispensa de licitação. Fui para a oposição por tomar conhecimento, após o meu
ingresso no Conselho, que parte dos mais de sessenta funcionários são parentes
do Conselheiro Federal/Secretário de Segurança, orgulhosos de integrarem o que
na Instituição é conhecida como a “lista de raimundo”.
Por
isso integrei-me ao movimento OAB Renovação 2006 desde o primeiro semestre, e
tenho presenciado a soma dos jovens advogados que têm encontrado
Por
outro lado o candidato do continuísmo tem usado até a mídia, em espaços
tendenciosos, para atacar Luis Augusto Guterres,
enquanto aqueles que querem apoiar Guto têm sido censurados na imprensa, ao
ponto de até um jornalista ter sua coluna vetada apenas porque continha
notícias que informavam sobre o apoio que Guterres
tem recebido dos advogados.
Por
isso não posso mais silenciar e peço que você, colega, atente para mais algumas
considerações que faço a seguir, por conta de algumas dessas situações que
testemunhei.
Enquanto
a lista de e-mails e endereços é negada a Luis Augusto Guterres,
o presidente da Ordem, candidato à reeleição, usa-os para mandar suas
mensagens, supostamente institucionais, mas objetivamente promocionais,
intensificadas no período eleitoral. E agora, esses endereços foram
disponibilizados para a advogada Fátima Gonzalez, candidata na chapa da
situação, que tenta atingir a honra e a dignidade de Luis Guterres.
Refiro-me
à carta que ela publicou na imprensa local e que recebi pela Internet, na qual
essa advogada se refere ao julgamento de um desagravo por ela pedido contra um
magistrado e no qual Guterres votou contra o desagravo.
Primeiro,
aquela colega, que ataca Luis Guterres porque teria
sido contra o desagravo ao magistrado, sem explicar o processo do julgamento,
principalmente “esquecendo” de dizer que esse julgamento foi empate. Isto é,
Luis Guterres não foi o único que votou contra o
desagravo. A metade dos conselheiros presentes ao julgamento votou contra o
pedido de desagravo. Dentre os que também votaram contra o pedido de desagravo,
a quase totalidade faz parte da chapa José Caldas Góes e de Fátima Gonzalez,
inclusive, candidatos a cargos de direção na chapa da situação, a exemplo do
candidato a 1° Secretário-Geral da Ordem Antonio Américo Lobato Gonçalves e
outros que fazem parte da mesma chapa de Goes.
Repita-se a metade dos conselheiros presentes votou contra o desagravo.
O
ataque, portanto, a Luis Augusto Guterres é sórdido e
eleitoreiro, e além de ser uma odiosa discriminação contra Luis Guterres pelo seu voto, dado com a mesma liberdade com que
os colegas de chapa daquela advogada também deram, contra o desagravo por ela
pedido.
O
pedido de desagravo é julgado pelo Conselho exatamente porque não tem seu
deferimento automático. E os conselheiros julgam de acordo com suas
consciências, ainda que os conselheiros desagradem os interessados. Isso,
contudo, não lhes dá o direito de julgarem as motivações dos votos e muito
menos de condenar um à execração dos colegas, principalmente, quando o seu voto
não foi o único no mesmo sentido, mas exatamente igual ao da metade do
Conselho.
Se suas
acusações fossem verdadeiras, Luis Guterres não teria
sido o relator e votado a favor de outros desagravos contra magistrados, como
foi caso, celebre, contra a Presidente do Tribunal de Justiça, Desembargadora Etelvina
Gonçalves, e o Desembargador Antonio Baima no
desagravo pedido pelo advogado José Cláudio Pavão Santana, no desagravo
requerido pelo advogado Pablo Ribeiro Ewerton contra
o delegado de polícia Edinaldo Silva Santos e no
desagravo requerido pelo advogado Décio Helder do
Amaral Rocha contra o juiz de direito Marlon Jacinto
Reis. Em todos esses casos Luis Augusto Guterres,
corajosamente e conscientemente, foi o relator, votou a favor dos advogados
contra aquelas autoridades lendo o desagravo em sessão solene no auditório de
OAB.
Apesar
de ter em sua própria chapa a quase totalidade dos que votaram contra seu
desagravo, direcionou seu artigo contra Luis Guterres
para atingir sua honra, sua dignidade e sua liberdade de voto como conselheiro.
Queria, aquela advogada, que Guterres, pelo fato de
pretender disputar presidência da Seccional, votasse irresponsavelmente a favor
de todo e qualquer desagravo e, certamente, mandasse arquivar toda
representação contra advogado, como se Guterres fosse
como os aliados daquela advogada e dela própria, para quem vale qualquer coisa
para tentar enganar os advogados para que votem pelo continuísmo.
Mas
quem conhece Guterres sabe disso. Tanto que o próprio
presidente escolheu Guterres para presidir a Comissão
de Defesa, Assistência e Prerrogativa dos Advogados, onde fez um trabalho
eficiente em defesa dos advogados, até o dia em que ele mesmo foi
arbitrariamente destituído da Presidência daquela Comissão apenas porque
escreveu e publicou um artigo contra o uso partidário da OAB?
Onde
estava aquela advogada quando essa violência foi cometida
contra um advogado e conselheiro? Silenciou apenas para se dar bem ao
lado do presidente arbitrário?
Quem
conhece Guterres sabe que se trata de um advogado vocacionado para a profissão e as causas da OAB, sem fugir
dos padrões éticos, o que, lamentavelmente, não se vê em seus concorrentes, que o
atacam e mentem para atingi-lo.
Como
eles também conhecem Guterres e sabem que já
conquistou a maioria do eleitorado para vencer as próximas eleições, querem,
com manobras como essa e outras que certamente tentarão até o final da
campanha, enganar aqueles que não conhecem a retidão de caráter de Luis Guterres.
Isso
tudo, colegas, essa acusação absurda, sem nexo, violadora
da postura ética que aquela advogada devia ter, é medida extrema, é desespero,
é desespero, é desespero de quem não quer arrumar a gaveta.
Mas vão
ter de sair, para que a Ordem seja de todos os advogados.
É por
isso que estou com Guterres. Pela mudança, pela
renovação.
Mudança
é Chapa 02.
Renovação
é 02, é 02, é 02.
Manoel
Carvalho
Clique no link abaixo e conheça as propostas do MOVIMENTO OAB RENOVAÇÃO 2006
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