Universitários fazem prova do Enade neste domingo
O Liberal, 11.11.2007
Mais de quatro mil universitários paraenses realizam neste domingo
(11) a prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Em todo o
país, são cerca de 260 mil estudantes.
No total, serão avaliados 3.454 cursos dentro de 16 áreas de
conhecimento. No Pará, a prova é aplicada em 18 municípios do Estado.
A prova será aplicada às 13h, horário de Brasília e ao
meio-dia, pelo horário de Belém.Os endereços dos locais de provas estão na
página eletrônica do Inep (www.inep.gov.br).
Com o Enade, o Ministério da Educação (MEC) obtém dados sobre o
rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação aos conteúdos, suas
habilidades e competências. Quem não comparecer, não pode retirar o
diploma de conclusão do curso superior.
Além de alunos que estão terminando o curso, o exame é aplicado
também aos ingressantes. A intenção é comparar os conhecimentos adquiridos
durante o curso, explicou Dilvo Ristoff, diretor de Estatísticas e Avaliação da
Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais
Anísio Teixeira (Inep), do MEC.
“Isso abre oportunidades para comparações do que efetivamente
acontece ao estudante durante a trajetória do curso, o quanto ele aprendeu ou
ainda precisa aprender. É possível ver o crescimento dele”, afirmou.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) organiza um boicote ao
Enade. E orienta os estudantes a entregarem a prova em branco, já que se não
comparecerem ficam impedidos de retirar o diploma.
Em nota publicada no seu endereço eletrônico, a UNE justifica o
boicote ao afirmar que “a prova acaba tendo grande peso na avaliação final das
universidades, avaliando somente os estudantes e servindo apenas para a criação
de um ranking entre as instituições”.
A entidade critica ainda a obrigatoriedade da prova e afirma que o
Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) não está sendo
implementado em sua totalidade. O Enade é parte integrante do Sinaes, que
avalia as instituições, os cursos e o desempenho dos estudantes.
Ristoff disse discordar do argumento da UNE de que o Sinaes
atribui peso maior à prova e não é executado em sua totalidade: “Essa posição é
equivocada. Estamos fazendo avaliação de cursos e de instituições, avaliações
para a entrada no sistema de educação superior e também para a permanência.
Estamos fazendo mais de 20 avaliações por dia, de instituições e cursos, por
meio de visitas in loco”.
A prática do boicote, acrescentou, prejudica a avaliação do curso.
“A nota do curso será afetada e isso impedirá que os coordenadores e
professores percebam onde estão as deficiências e os pontos fortes”, disse.