Unama contesta avaliação do curso de Direito

Amazônia Jornal, 08.11.2007

A Universidade da Amazônia (Unama) contesta o resultado do exame do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que avaliou o curso de Direito da instituição como uma das piores médias do Brasil. Segundo o pró-reitor de ensino da Unama, professor Mário Guzzo, o MEC usou dados incorretos da classificação de alunos no exame de admissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Os índices informados pela OAB, diz o pró-reitor, não coincidem com aqueles usados no conceito Indicador de Diferença de Desempenho (IDD), feito pelo Governo Federal para verificar a qualidade dos cursos de Direito.

A avaliação do Ministério se baseia na performance dos alunos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e no exame de Ordem, ambos com escala de 1 a 5. No primeiro, a Unama teve nota 3, resultado considerado normal. Mas a nota geral dada pelo MEC foi entre 1 e 2, o que para Guzzo não faz sentido, uma vez a aprovação de alunos da Unama na OAB é acima da média nacional. De acordo com a OAB/PA, passaram nos últimos quatro testes aplicados entre 21% e 33% dos estudantes da universidade. 'Com certeza houve um equívoco e estamos esperando que o MEC corrija o erro', afirma o pró-reitor Mário Guzzo, que ressaltou ainda o selo de qualidade do curso de Direito conferido pela OAB para os anos de 2004 a 2007.