Também
conheço uma história
Bel.
Dr. Antonio Julio Souza Velho – POA/RS
Cel. 51 – 84772221
27.12.2007
Também
conheço uma história, que todo mundo conhece e que a OAB também conhece, que é
a dos Cristãos.
Nos
séculos passados, há muitos anos, os cristãos eram perseguidos, caçados e
trucidados pelos Fariseus (Fariseu = membro de uma seita judaica que ostentava,
hipocritamente, grande santidade; indivíduo hipócrita; (fig.) pessoa que
aparenta santidade, não a tendo, conforme o Dicionário Aurélio). Essas pessoas
eram levadas às arenas para servirem de diversão ao povo da época.
Graças
a um imperador chamado Constantino, não mais foi permitido qualquer tipo de
perseguição ou discriminação contra os cristãos. Esse imperador teve uma doença
grave e precisou pedir a graça de um milagre de Deus, que lhe concedeu o
milagre, fazendo com que descobrisse quem ele era perante Deus. Em
agradecimento, passou a ser o maior devoto, cumpridor e bem feitor das obras de
caridade de Deus.
Passados
alguns anos, um grupo de "Cristãos", representados pela Santa Igreja
Católica, inicialmente com o objetivo de servirem aos propósitos de Deus aqui
na terra e seguirem os feitos de Constantino em seus designos, como criar
templos, fazer arrecadações com os mais ricos para distribuir aos mais pobres,
buscar os materiais necessários e dinheiro para custear as benfeitorias
institucionais voltadas à caridade aos necessitados, tornando assim a Santa
Igreja muito poderosa.
Porém,
os seguidores da Santa Igreja, com o passar do tempo, esqueceram a que se
destinavam os poderes a eles confiados. Esses gestores, que deveriam apenas
administrar os bens para fins caridosos, passaram a governar em causa própria,
colocando os seus interesses políticos e pessoais em primeiro lugar, usurpando
assim o poder de quem realmente de direito os tinha. Pior ainda, para
locupletarem-se, começaram a cometer crimes horríveis em nome de Deus - época
que conhecemos como obscura na história da humanidade, até com a chegada de
Jesus.
Portanto,
senhores, os Cristãos, de perseguidos, viraram perseguidores, repetindo as
piores atrocidades que poderiam ser conhecidas na época dos Fariseus. E para
eles continuarem cometendo os seus crimes, guardaram a sete chaves os
conhecimentos da humanidade, colocando assim as pessoas na completa ignorância
do saber.
Destarte,
meus colegas, amigos, parentes e simpatizantes do Movimento, estamos buscando
não só o direito de usar o nosso conhecimento, mas o direito de exercê-lo e
difundi-lo, pois no momento que os novos advogados são impedidos de exercerem o
seu trabalho por esse grupo de gestores arrivistas que estão no poder,
cometendo esses crimes, locupletando-se do poder, que não é deles e sim do
povo, estão prejudicando milhares de pessoas, cidadãos de bem que com muito
suor e sacrifícios conquistaram seus justos Títulos, definidos por dicionários,
como o Aurélio e outros: "Titular de um documento que torna
autêntico um direito de grande honraria", protegida por Lei
Constitucional Federal e pela Lei de Diretrizes da Educação Superior do
Ministério da Educação e Cultura, Lei nº 9.394/1996, que revoga qualquer
provimento de órgão, inclusive o da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB,
emitidos por esses maus gestores que estão colocando a Ordem em um desvio de
função, que além de lhes causar inúmeros prejuízos aos milhares de novos
profissionais, fazem um estrago ainda maior à sociedade em geral.
Essa
ditadura, que vem desde 1994, tem de acabar, pois há mais de dez anos vem
assolando a nossa sociedade, trazendo um retrocesso jurídico sem precedentes,
principalmente para as classes mais baixas. Mais de 160 milhões de brasileiros,
por conta desses usurpadores do poder, não têm acesso ao Direito, cada vez mais
caro, colocando em cheque os pilares sustentadores do nosso Estado de Direito.
Não
devemos permitir mais essa barbárie, pois é assim que tudo começa. Conclamo a
todos os novos advogados e toda a sociedade para que, juntos, possamos dizer
NÃO a esses bárbaros, a essas inscrições ilegais para um Exame com provas
ilegais, que jamais deveriam ter começado.
AGORA
CHEGA, já foram longe demais!
Quero
deixar bem claro, também, que não tenho medo dessas provas, pois passei por
todas, da melhor maneira possível e legalmente, nos seis anos que estive
estudando na faculdade em que me graduei em Bacharel em Direito.
Senhoras
e senhores, assim como eu, todos que estão formados com a devida chancela do
Estado de Direito, TÊM COMPETÊNCIA PARA EXERCER, SE QUISEREM, VEJAM BEM, SE
QUISEREM, A QUALQUER TEMPO, A ATIVIDADE PROFISSIONAL DE ADVOGADO, PARA A QUAL
FOMOS QUALIFICADOS E RECEBEMOS O TÍTULO DE DOUTORES