From: Turma
Newton - Fapan 2008 <direito.fapan2008@gmail.com>
Date: 2009/7/12
Subject: Fwd: SOLIDARIEDADE a Lúcio Flávio Pinto e ao Jornal Pessoal
To: chaves_neto40@hotmail.com
SOLIDARIEDADE a Lúcio Flávio Pinto e ao Jornal Pessoal
Caros
colegas, vamos reconhecer, em vida, toda a contribuição que o Lúcio já deu pela
história, pela memória e pela sociedade amazônica de modo geral. Contribuam
financeiramente para que o Lúcio matenha a nossa luta em defesa da Amazônia e
pela sobrevivência do Jornal Pessoal, um orgulho e um patrimônio do povo
amazônico, o único jornal onde os interesses legítimos do povo amazônico se
fazem representados, ganham voz, e onde os problemas amazônicos são apurados em
suas fontes.
Como vocês já devem estar sabendo, Lúcio Flávio Pinto foi condenado a pagar
cerca de 40 mil reais de indenização aos escroques da família Maiorana. Como se
lê no blog "Biscoito fina e a massa", esse é mais um dos absurdos e
mais uma das bestialidades jurídicas do "brasil profundo", onde a
justiça é capacha do dinheiro e das máfias, as quais impõem suas próprias leis.
Essa indenização fixada pela (in)justiça da nossa "terra de direitos"
tem como propósito claro destruir o Jornal Pessoal, para que ele pare de
incomodar os poderosos, e não somente os poderosos das oligarquias donas dos
grandes esgotos de comunicação da "terra de direitos" (O Liberal,
Diário do Pará), mas também os poderosos da Política, do Empresariado e do
Judiciário mafioso da Amazônia, os quais sempre aparecem nas páginas do Jornal
Pessoal pegos em suas maracutáias criminosas.
Por isso, em solidariedade ao Lúcio Flávio Pinto e em nome da sobrevivência do
Jornal Pessoal, o blog Biscoito Fino e a Massa lançou e eu estou divulgando por
e-mail e por comentários em outros blogs essa campanha de solidariedade ao
Lúcio. Essa campanha de solidariedade é também uma atitude de resistência que
podemos adotar contra esse judiciário anômico e esse conglomerado criminoso de
comunicação.
Se puderem, depositem qualquer quantia em dinheiro na conta que segue abaixo,
pois o Jornal Pessoal, como todos sabem, e o Lúcio, em função dos diversos
processos que os criminosos amparados pelo Estado promovem contra ele, não
podem arcar com essa dívida sozinhos.
Segue o número da conta, algumas reportagens e o endereço do blog O Biscoito
Fino e a Massa. Segunda-feira eu farei o meu depósito. Abraços a todos e a
todas.
Válber Almeida
DADOS DA CONTA
Lúcio
Flávio Pinto
UNIBANCO
(banco 409)
Conta:
201.512-0
Agência:
0208
CPF:
610.646.618-15
SEGUEM MATÉRIAS E ENDEREÇO DO BISCOITO FINO
Endereço do Biscoito Fino: http://www.idelberavelar.com/
Solidariedade a Lúcio Flávio Pinto
Este é um convite a que você faça uma doação à conta bancária de Lúcio Flávio
Pinto, um dos mais valentes jornalistas brasileiros, condenado a pagar 30 mil
reais de indenização à família Maiorana, dona do grupo Liberal, afiliado
paraense da Rede Globo de Televisão. A história da condenação de Lúcio e todos
os links relevantes estão disponíveis nesse
post publicado aqui no Biscoito anteontem. O Jornal Pessoal, informativo
quinzenal e independente editado por Lúcio, não aceita propaganda e se mantém
com a venda em bancas.
A
condenação é um golpe duro contra esse veículo.
Aí vai, por questão de transparência, o comprovante da minha doação de 100
reais:
**** (comprovante retirado por múltiplas sugestões de amigos).
Os dados
da conta são:
Lúcio
Flávio Pinto
UNIBANCO
(banco 409)
Conta:
201.512-0
Agência:
0208
CPF:
610.646.618-15
Acabo de ter a notícia de que Lúcio está no hospital acompanhando seu irmão,
Raimundo José, também jornalista, dois anos mais novo que ele. Raimundo está
enfrentando o estágio final de um câncer.
Uma das
coisas que aprendi a admirar nos EUA é uma certa cultura da doação. Não fosse
por ela, provavelmente estaríamos agora amargando John McCain e Sarah Palin na
Casa Branca. Eu ficaria muito honrado se conseguíssemos dar uma demonstração de
força e levantássemos uma contribuição legal para o Lúcio. É evidente que qualquer
quantia ajuda: 5, 10, 20 reais, o que puder. O importante é o gesto. Caso você
o faça, deixe aqui o alô.
Ronaldo Maiorana, da corja dos Marinho, espanca e sai livre; Lúcio Flávio
Pinto faz jornalismo e é condenado
Ele é o solitário redator do Jornal Pessoal,
empreitada independente, que não aceita anúncios, tem tiragem quinzenal de 2
mil exemplares e mesmo assim provoca um fuzuê danado entre os poderosos, dada a
coragem com que Lúcio investiga falcatruas e crimes. Lúcio já ganhou quatro
prêmios Esso. Recebeu também
dois prêmios da Federação Nacional dos Jornalistas em 1988, por suas matérias
dedicadas ao assassinato do ex-deputado Paulo Fonteles e à violenta
manifestação de protesto dos garimpeiros de Serra Pelada. Em 1997, ele recebeu
o Colombe d’Oro per la Pace, um dos mais importantes prêmios jornalísticos da
Itália. Em 1987, foi o jornalista que investigou o rombo de 30 milhões de
dólares no Banco da Amazônia, por uma quadrilha chefiada pelo presidente
interino do banco e procurador jurídico do maior jornal local, O Liberal.
Há 17 anos, os representantes paraenses da corja comandada pela família Marinho
perseguem-no de forma implacável. Ronaldo Maiorana, dono (junto com seu irmão,
Romulo Maiorana Jr.) do Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão,
emboscou Lúcio por trás, num restaurante, e espancou-o com a ajuda de dois
capangas da Polícia Militar, contratados nas suas horas vagas e depois
promovidos na corporação. O espancamento, crime de covardia inominável, só
rendeu a Maiorana a condenação a doar algumas cestas básicas.
Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio
Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O texto,
eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em
determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência
às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na
Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali
tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado --, Lúcio anexou aos
autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava. O obra
investigativa de Lúcio fala por si própria: veja a qualidade
da prosa e da pesquisa
que informa o trabalho de Lúcio e julgue você mesmo. O que ele
oferece em seus textos, entre muitas outras coisas, é a documentação, história
e raízes daquilo que é sabido até mesmo pelos mosquitos do mercado Ver-o-Peso:
que n'O Liberal só se publica
aquilo que é de interesse da corja dos Marinho.
Mas eis que chega do Pará a estranha notícia de que o juiz Raimundo das Chagas,
titular da 4ª vara cível de Belém, condenou Lúcio a pagar a soma de 30 mil
reais aos irmãos Maiorana – representantes paraenses, lembrem-se, da organização
comandada pelos Marinho. Lúcio também foi condenado a pagar as custas
processuais e os honorários advocatícios. A pérola de justificativa
do juiz fala do “bom lucro” de um jornal artesanal, de tiragem de
2 mil exemplares por quinzena. Ainda por cima, o juiz proíbe Lúcio de
usar “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a
memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”, o que
constitui, segundo entendo, extrapolação característica de censura prévia
contrária à Constituição Federal. O juiz fundamenta sua decisão dizendo que
Lúcio havia “se envolvido em grave desentendimento” com eles. É a velha praga do
eufemismo: um espancamento pelas costas se transforma em “desentendimento”. A
reação de Lúcio à sentença pode ser lida nesse
texto.
O Biscoito se solidariza com Lúcio, coloca o site à disposição para o que for
necessário -- inclusive para a publicação de qualquer material objeto de
censura prévia – e suspira de cansaço ao fazer outro post que mais parece
autoplágio, dada a tediosa repetição desses absurdos. Resta a pergunta: até
quando os Frias, Marinho, Civita, Mesquita e seus comparsas vão manter esse
poder criminoso Brasil afora?