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Pela anulação do Exame da OAB 2009.2 Vasco Vasconcelos |
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27.11.2009 Veículo: JORNAL FEIRA HOJE |
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A Egrégia OAB e o CESPE estão
numa sinuca de bico. Não é novidade para ninguém que o famigerado e
inconstitucional Exame a OAB, é feito para reprovação em massa, infestado de
pegadinhas, e quanto maior o índice de reprovação, maior o retorno
financeiro. Se o Bacharel é aprovado na 1ª fase e reprovado na 2ª fase, zera
tudo. Tem que fazer tudo e novo. Ufa! Haja dinheiro. Na 2ª fase quando é
permitido consulta à legislação, os livros que os Bacharéis estudaram durante
os cinco anos, com anotações, não valem; tem que ser livros novos. Será por
que? No dia da prova, os locais parecem aeroporto em época de Natal e Fim de
Ano, tomados de malas entupidas de livros. Em média cada bacharel gasta cerca
de R$ 1.200,00 só em livros novos. As taxas de inscrições chegam a custar R$
250,00 em Rondônia. Para OAB tudo é permitido, e a população prostrada não
reage. Aliás, ainda tem espertalhões de plantão para defender esse absurdo
sem nenhum argumento jurídico plausível. Estou me sentido um minúsculo
beija-flor, tentando defender seus filhotes dos seus predadores; e/ou ou
aquele "rebelde desconhecido" que no dia 5 de junho de 1989, se
colocou em frente a um comboio de 14 tanques de guerra que trafegava pela
avenida Chang"an (Rua da Paz Longa, em chinês) e fez sinal para que
parassem. Por breves momentos, foi atendido. O ato entrou para a história
como um símbolo de luta pela liberdade. Porém o feitiço virou contra o
feiticeiro. No último Exame, a meta dos espertalhões era duplicar o número de
reprovados, até porque já se encontra no Senado Federal, em véspera de
aprovação o PLS nº 186/06 do Senador Gilvam Borges - PMDB-AC, dispondo sobre
o fim do pernicioso Exame da OAB, que recebeu parecer contrário de um pálido
Senador por Goiás. E no afã de reforçar os caixas
de tais entidades, aplicaram uma das provas mais difíceis do certame. Na
Prova Prático de Direito do Trabalho, infestadas de pegadinhas, questões mal
formuladas,permitiram, pasmem, 03(três) tipos de repostas corretas: Ação de
Consignação em Pagamento, Inquérito Judicial e Reclamação Trabalhista.
Enquanto isso o CESPE/UnB juntamente com a OAB, só aceitam Ação em
Consignação em Pagamento e não querem anular a prova. Revoltados os Bacharéis em
Direito, estão se mobilizando em todo o país, com o apoio do Movimento
Nacional do Bacharéis em Direito - MNBD, iniciaram um movimento nacional para
anular a peça prática trabalhista da prova da segunda fase do exame nacional
da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), realizada no dia 25 de outubro deste
ano. Não obstante segundo informações extraídas em 22/11/03 do Blog Exame de
Ordem, "pediram ao Ministério Público Federal, - MPF, para investigar
possível vazamento do "gabarito da prova", que estaria circulando
na internet. De acordo Nilson da Silva Feitosa, 40 anos, o grupo já coletou
1,5 mil assinaturas no País para pedir a anulação da prova de direito do
trabalho ou a consideração das três respostas corretas". A mobilização obteve o apoio do
Presidente da OAB/MS, Fábio Trad, que editou em 13 de novembro de 2009, o
Ofício/PRES/OAB/MS/Nº 221/2009 dirigido ao Coordenador de Negócios do
CESPE/UnB, pedindo a Anulação da Peça Prático Profissional da Prova de
Direito do Trabalho. Ora Senhores, se um Presidente de Seccional, já pediu a
anulação da prova em pauta fica evidente que existe realmente algo podre no
ar. Moral da história, se eles que
elaboraram as provas, com todo tempo disponível, não sabem respondê-la
adequadamente, como exigir dos pobres mortais bacharéis em direito? O correto
seria anular a peça prática e aprovar todos candidatos. Está na hora de se pensar em
alternativas inteligentes, visando a humanização da OAB. Com todo esse volume
dinheiro arrecadado do bolso e do sacrifício dos bacharéis, livre de
prestação de contas, junto ao TCU, deveriam substituir tal indecência,
convocando os maiores juristas deste país, das mais diversas áreas, para,
através de palestras,com o fito de enriquecerem conhecimentos dos bacharéis,
em direito, rumo aos desafios que caracterizam os tempos modernos,
notadamente na área forense. Todos sairiam ganhando. A OAB
através das altas taxas cobradas, e os bacharéis através da aprendizagem e
dos ensinamentos/práticos jurídicos disseminados pelos renomados juristas
convidados, e o seu livre ingresso nos quadros da OAB, sem precisar se
submeterem a esse terror, que é o abusivo restritivo famigerado ,
inconstitucional Exame a OAB. Todos sabem que a preocupação maior da OAB, é o
reforço do seu caixa, haja vista o grande número de advogados inadimplentes,
ausentes nas últimas eleições da OAB, o que não me deixam mentir. Lembro que OAB não é
universidade e sim órgão de fiscalização da profissão, a exemplo do CRM, CRO,
CRA, CREA, e não têm competência para avaliar ninguém; isso é uma afronta aos
art. 5º inciso XIII, art. 205 CF e art. 43. da LDB - (Lei nº 9.394/96), a
educação superior tem por finalidade: (.) II - formar diplomados nas
diferentes áreas de conhecimento, aptos para inserção em setores
profissionais. (grifei). E o pior de tudo, os bacharéis em direito não têm a
quem recorrer, haja vista que a UNE também está prostrada, e o MEC, ao invés
de ter pulso forte, se humilha vergonhosamente como um avestruz e ainda tem a
petulância e desfaçatez de parabenizar a OAB por essa excrescência. É muita
pusilanimidade e permissividade. Faço um alerta ao Egrégio
Supremo Tribunal Federal; vejo com preocupação entidades se aproveitarem da
debilidade do Estado, para impor suas vontades, sob o falso argumento que é
para proteger a sociedade. No Acre os indígenas criaram a Polícia Indígena;
nos grandes centros urbanos a milícia armada está tomando conta da segurança
pública, e pasmem, até a Colenda OAB, na contramão da história, de olhos
gordos no lucro fácil, se aproveita da fraqueza do MEC, para impor o seu
famigerado Exame da OAB, afrontando a Constituição Federal e ao Estado de
direito. Está provado que o exame da OAB
não qualifica ninguém. No dizer de José Afonso Silva, "atribuir a
qualquer dos poderes atribuições que a Constituição só outorga a outro,
importará tendência a abolir o princípio da separação de poderes" (Curso
de direito constitucional positivo, 23ª Ed. Malheiro SP, p. 67). Por fim deixo aos cidadãos de
bem deste país, a seguinte indagação: Por que todos os Conselhos de Classes
tais como: CRM, CRA, CRO, CREA, etc, são obrigados a prestarem contas junto
ao Tribunal de Contas da União - TCU, inclusive o nosso Presidente da
República, Lula, e a egrégia OAB não? A moralidade administrativa é
um dos princípios consagrados pelo art. 37 da Constituição Federal. Portanto
a resistência dos dirigentes da OAB e a omissão e/ou negligência do TCU são
injustificáveis, não obstante um flagrante desrespeito ao direito
constitucional previsto no art. 70 da CF. Presidente Lula, um bom advogado se
faz ao longo dos anos de militância forense. Os maiores juristas deste país
não precisaram se submeter a essa excrescência para se tornarem famosos. Destarte, em respeito a nossa
Constituição Federal, vamos banir do nosso ordenamento jurídico, urgente, a
praga do famigerado Exame da OAB, substituindo por Práticas Jurídicas, rumo a
desafogar a Justiça, tornando-a ao alcance de todos, haja vista que o mercado
é seletivo e saberá muito avaliar os bons advogados. A OAB precisa ser
humanizada; precisa ser parceira dos bacharéis em direito ao invés do seu
algoz. Ela tem poderes para advertir e até expulsar dos seus quadros os maus
advogados, conforme o disposto no art. 35 da lei nº 8.906/94 (Estatuto da
OAB). Basta de tanto terror. Os direitos humanos agradecem. |