PREZADOS BACHARÉIS DE
TODO O BRASIL
(para
reflexão).
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A OAB SOMOS TODOS NÓS BACHARÉIS
José Roberto Guedes de Oliveira
Os amigos e integrantes do MNBD, que estiveram na Audiência Pública na
Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, no dia 26 de fevereiro passado,
demonstraram, com altivez, propriedade e educação, os desarranjos, desvios de
conduta e prepotência dos integrantes da direção nacional da OAB e das suas
secções estaduais, no que concerne ao “famigerado” exame de ordem praticado
pela entidade.
Um dos nossos colegas de luta chegou a falar sobre o medo de certos setores
nacionais, quando da campanha presidencial em que o nosso mandatário principal,
Luiz Inácio Lula da Silva, estava prestes a vencer (como venceu) as eleições.
As diversas vozes que se levantaram na época, diziam que o Brasil
entraria num verdadeiro caos, tendo um simples metalúrgico como Presidente.
Haveria uma debandada geral de empresas aqui estabelecidas e a economia
entraria num ritmo de poço, isto é, o país ficaria paupérrimo e com convulsões
sociais de toda espécie.
Pois bem. Nada disso aconteceu. Ao que pese muita coisa ainda a fazer, com
disparidades sociais visíveis e falta de políticas públicas em diversos
segmentos, o país caminha na mais absoluta normalidade. E, mais ainda, o
Presidente foi reeleito e está aí pelo sufrágio universal e pela concordância
da maioria.
A direção nacional da OAB e suas secções estaduais estão preocupadas com a
inserção, no mercado de trabalho, dessa plêiade de entusiastas e, ao meu modo
de pensar, “sangue novo”, para eliminar, de vez, com retrógrados que temem
novos profissionais no Brasil. Este temor não tem procedência, a não ser
a “pavura” que domina certas mentes que sempre
ganharam às custas dos mais simples: donos de
cursinhos, vendedores de ilusão, promotores de exame de ordem, etc.
A reflexão que faço, neste momento, é que “A OAB SOMOS TODOS NÓS BACHARÉIS”.
Nada mais que isto, exigimos, como cumprimento constitucional. Será preciso
abrir a cabeça dessa gente para introduzir a nossa Constituição de 1988?
O glorioso MNBD tem demonstrado, em todos os sentidos, a sua coerência, a sua
capacidade de exigir o fim do exame de ordem da OAB e, mais ainda, um sentido
maior de dar trabalho para todos os bacharéis que cumpriram as suas
determinações escolares e penam, neste exato momento, por não serem nada e não
estarem inseridos no contexto brasileiro. Enfim, estes bacharéis estão à
margem, penando, sofrendo e, perplexos, não compreendem que a OAB possa
discriminá-los de tal forma.
O MNBD avança e, por certo, tem mostrado a todos os que compõem a direção da
OAB que só a unidade fortalece a ordem. Os antagonismos não são próprios para a
coesão. Mais uma vez repito: será preciso abrir a cabeça dessa gente para esta
verdade?
Portanto, fica aqui, como um “slogan” da nossa caminhada ao cimo da montanha:
“A OAB SOMOS TODOS NÓS BACHARÉIS”.
José
Roberto Guedes de Oliveira
E-mail: guedes.idt@terra.com.br