http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=12904
Brasília, 14/03/2008 – “A
despreocupação governamental com o importante aspecto da qualidade de ensino
permite o surgimento de efeitos colaterais danosos, como a venda de ‘diplomas’
pela Internet, felizmente surpreendidos e coibidos pela Polícia Federal”. A
afirmação foi feita pelo presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço, ao se referir à
operação deflagrada hoje (14) pela Polícia Federal com vistas a desmantelar um
esquema de venda de diplomas universitários falsos pela Internet. As
investigações que levaram à chamada “Operação Cola”
apontam que, entre os diplomas vendidos, estão de direito, medicina,
fisioterapia, enfermagem e engenharia. Cada documento custava, em média, R$
1.800,00.
Na avaliação de Vladimir Lourenço, a qualidade do ensino deve ser prioridade do
governo, isso porque o ensino superior no Brasil está perdendo a qualidade em
face de inúmeros fatores, sendo o mais importante deles a mercantilização,
que tomou conta desse segmento. “É preciso ter presente que quantidade não é e
nunca significou sinônimo de qualidade”, afirmou Lourenço, lembrando as
recorrentes críticas feitas pela OAB à falta de fiscalização de instituições de
ensino de baixa qualidade pelo governo. “O ensino não pode ser simples objeto negocial. A qualidade do ensino é fundamental para a
definição do perfil do país que somos e do país que queremos”.
A ação da PF contra a venda de falsos diplomas de ensino superior foi
deflagrada em 14 Estados e, até agora, um suspeito de envolvimento no esquema
foi preso em Tangará da Serra,
Não entendo, sinceramente, a
lógica do Dr. Vladimir. O que tem a ver uma coisa com a outra?
Aliás, acho que o lógico seria
que, quanto mais difícil fosse a obtenção de um diploma pelos meios normais,
maior atrativo haveria para a falsificação de diplomas.
Se não houvesse tanta
facilidade, com a mercantilização e com a
proliferação dos cursos de baixa qualidade, os diplomas poderiam ser vendidos,
por esses falsários, por um preço bem melhor.
Aliás, por que será que o
Presidente em exercício da OAB se preocupou em opinar sobre essa questão, mas
não se lembrou de nos informar a respeito da apuração das denúncias referentes
à venda de aprovação no Exame de Ordem, flagrada pela Polícia Federal, por
exemplo, em Goiânia e no Distrito Federal?