OAB condena 'escolas de enganação' no Dia do
Advogado
11.08.2007
Brasília
- O presidente nacional da Ordem dos Advoggados do Brasil (OAB), Cezar Britto,
afirmou hoje (11), ao comentar a passagem do Dia do Advogado, que uma das metas
de sua gestão à frente do Conselho Federal da OAB é conseguir do Ministério da
Educação (MEC) o fechamento de Faculdades de Direito que são
verdadeiros caça-níqueis. “Há cursos de Direito que são escolas de enganação. A
OAB tem emitido parecer desfavorável a criação dessas faculdades mas, geralmente, o MEC autoriza o seu funcionamento.
Lamentavelmente – disse Britto - a proliferação de cursos jurídicos no Brasil é
uma realidade, não apenas neste governo mas, também, no que o antecedeu. Ele
considera a abertura de cursos sem qualidade um “calote social”, uma vez que o
mercado está saturado há muito tempo e o MEC continua dando autorizações
desenfreados de novos estabelecimentos de ensino. “O MEC não considera a
situação socioeconômica do Estado na hora de autorizar a abertura de um novo
curso”.
Os números causam desconforto
O Exame de Ordem — que possibilita ao bacharel em Direito ser reconhecido pela
OAB —, de acordo com Cezar Britto, é uma certificação da qualidade do
profissional. ‘‘Enquanto as boas
instituições aprovam, em média, 80% dos inscritos, as ruins reprovam cerca de
60% de alunos’’. Na avaliação do representante da OAB, o surgimento de cursos
deficientes ‘‘frustra o sonho de ascensão social’’ de profissionais aplicados.
OAB-PE critica promiscuidade na abertura de cursos
Ao
comentar (11) a passagem do Dia do Advogado, o presidente da Seccional de
Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE), Jayme Asfora
condenou, com veemência, a abertura indiscriminada de Faculdades de Direito
pelo Ministério da Educação (MEC). “A promiscuidade da política de autorização
dos cursos favorece o crescimento no número de advogados e isso é negativo pois compromete a qualidade dos profissionais".
Segundo Asfora, 25% dos advogados do mundo estão
concentrados no Brasil.
Atualmente,
segundo dados da OAB Nacional, estão funcionando no país com autorização do MEC
1.077 cursos de Direito, sendo que 26
Como
forma de controlar o aumento dos cursos jurídicos no estado, e também no país,
o presidente da OAB-PE cita a importância da realização do Exame de Ordem.
"Atualmente, o MEC autoriza a abertura de cursos ou os reconhece sem
considerar o parecer da Ordem. Assim, coloca profissionais despreparados no
mercado de trabalho que produzem malefícios aos cidadãos". Ele citou que
das últimas 24 autorizações dadas pelo MEC para funcionamento e reconhecimento
de cursos em todo o país apenas quatro tinham recebido o parecer favorável da
Ordem dos Advogados do Brasil.