Nível de exame
da OAB-SP é questionado 07/10/2007
Diário
de S. Paulo
SÃO PAULO - O diretor da Universidade Paulista (Unip), José Augusto Nasr,
acredita que o exame da OAB-SP deve se adaptar à realidade de quem inicia a
profissão.
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Com o tempo, a OAB deve perceber que os exames precisam ser feitos com base na
realidade do aluno que sai da faculdade para o mercado de trabalho e ainda não
é um profissional de ponta - diz Nasr.
O
diretor da Unip defende a qualidade do curso de
Direito da instituição, que está sob supervisão direta do Ministério da
Educação (MEC) desde o fim do mês passado, quando três de suas faculdades na
área foram colocadas entre as piores do estado.
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É muito relativo isso. O exame da OAB não é unificado no Brasil inteiro, e é
complicado o MEC fazer ranking com o exame da ordem - diz o diretor da Unip.
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Oferecemos um bom curso, que agrega valor ao aluno - garante.
José
Augusto Nasr cita um ranking das escolas de Direito
que formaram mais sócios em escritórios de advocacia. A Unip
aparece em oitavo lugar. Nos últimos dias, como resposta às avaliações ruins do
MEC, a Unip iniciou uma campanha publicitária na qual
se coloca como a instituição que mais aprovou no Exame 132 da OAB, realizado em
julho.
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Aprovamos mais em números absolutos - diz Nasr.
Braz
Martins Neto, presidente da Comissão de Estágio e Exame da OAB-SP, faz uma
ressalva, de forma genérica, às peças publicitárias que costumam usar esse tipo
de apelo.
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As instituições privadas disputam alunos pela propaganda. Dizem que têm o maior
número de aprovados, concluem que possuem o melhor curso. Só esquecem de fazer
referência ao universo de candidatos avaliados - conclui.
Um
dos argumentos usados pela OAB em defesa do rigor do exame de ordem é a
quantidade de erros grosseiros que surgem nas correções das provas. Termos
jurídicos grafados incorretamente, como "progreção
da pena", "jurisprudência passívica",
"defeza" ou "mobiliário" (em
referência a imobiliário), aparecem como exemplos desses casos.
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São palavras que o advogado está manejando a todo tempo. Para nós, escrever
defesa com 'z' é como um crente errar na hora de escrever 'Bíblia' - compara
Braz Martins Neto, presidente da comissão de exame da OAB-SP.
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Se o candidato vai reprovar por isso? Não. Mas isso evidencia o absoluto
despreparo do bacharel - afirma.