Mais um ano no cargo
Diário,
14.11.2007
As Comissões de Constituição e Justiça e
a de Finanças da Assembléia Legislativa do Pará aprovaram ontem a proposta da
Mesa Diretora da Casa de estender os contratos temporários do quadro
administrativo do Estado até dezembro de
Se for
aprovada, a nova lei vai dar anistia à boa parte dos 19 mil servidores
temporários que devem ser distratados até o dia 31 de
dezembro deste ano. Pelo Projeto de Lei Complementar nº11/2007 os servidores
temporários com mais de dez anos de serviço permanecem nos cargos por mais um
ano ou até que os novos concursados sejam efetivados
no Estado. Sendo que o Executivo tem a obrigação de lançar os editais até o
final do ano.
A Mesa
Diretora da AL argumenta que o mecanismo é necessário para que os temporários
ganhem tempo para votação da PEC 54/99, que está tramitando
Entretanto,
o líder do PPS, Arnaldo Jordy, contesta a informação
repassada pela presidência da Casa de que a proposta recebeu o aval de todas as
lideranças. Ele diz que sua bancada rejeita a idéia. 'Não estivemos na reunião
do Colegiado de Líderes e se estivéssemos teríamos contestado o projeto, não
pelos servidores, que são as maiores vítimas desta história, mas pela
inconstitucionalidade da matéria. Esta Casa foi a principal responsável por
essa confusão criada em torno dos temporários ao autorizar a prorrogação dos
contratos, confrontando inclusive a Carta Magna, que prevê o ingresso do
funcionalismo somente através de concurso público', afirmou. Jordy também explicou que a única saída viável para este
caso seria a aprovação da PEC 54/99 no Congresso Nacional. 'Por isso defendemos
a ida da comissão à Brasília, que é o mais justo a ser feito', afirmou.
O líder do governo, Aírton Faleiro, apesar de não fazer nenhum óbice à tramitação da matéria, também vê com ressalvas a iniciativa. Ele ressalta que o Executivo continua apostando na prorrogação dos prazos com a Justiça do Trabalho como a melhor saída para a questão dos temporários. 'O projeto é importante para dar folga nos distratos, mas não tenho segurança de como esta idéia vai ser interpretada pelo Ministério Público e a Justiça do Trabalho. O objetivo do governo é buscar soluções definitivas para este impasse e, para isso, o Executivo vem fazendo sua parte, dando continuidade aos distratos e solicitando a prorrogação dos prazos', afirmou.