Professor Fernando Lima
Estive fazendo uma pesquisa de caráter quase histórico sobre o
insidioso Exame de Ordem. A discussão não é recente, como também não é recente
a oposição organizada dentro da Câmara dos Deputados em relação a qualquer
iniciativa tendente a abolir o Exame de Ordem.
Selecionei um material, que passo agora a expor:
26/06/1996 JOÃO PIZZOLATTI,
PPB-SC
00:00 DCD 27/06/1996 PAG. 018325
APOIAMENTO DOS DEPUTADOS AO PROJETO DE LEI
SOBRE EXTINÇÃO DO EXAME DE ORDEM EXIGIDO AOS BACHAREIS
13/08/1981 BREVES COMUNICAÇÕES FERNANDO COELHO, PMDB-PE 00:00 DCN
14/08/1981 PAG.
1612
Apoio a solicitação que recebeu do Presidente da Ordem dos
Advogados do Brasil, Seção de Pernambuco, em favor da rejeição do P. 1.433-A,
do Deputado Antonio Zacarias, que extingue o Exame de Ordem.
25/06/1979 ORDEM DO DIA ANTONIO
ZACHARIAS, MDB-SP 00:00 DCD 26/06/1979 PAG. 6604
Apresenta
projeto de lei que dipõe sobre inscrição no quadro da
OAB, extinguindo o Exame de Ordem.
31/10/1978 PEQUENO EXPEDIENTE EDGAR MARTINS, MDB-SP 00:00 DCD 01/11/1978 PAG. 9987
Focaliza
a greve dos metalúrgicos de São Paulo, pedindo às autoridades que procurem
entrar em acordo com os grevistas, e aos líderes sindicais que conduzam os
trabalhadores a reivindicações que realmente traduzam suas necessidades.
Comenta que tem recebido pedidos de informações sobre o andamento de três
projetos de lei de sua autoria, os quais objetivam: o primeiro, extinguir a obrigatoriedade da prestação do Exame de Ordem
pelos bacharéis em Direito que desejam exercer a advocacia. O segundo,
tornar obrigatória a fixação do preço de venda ao consumidor na embalagem dos
gêneros de primeira necessidade e o terceiro, proibir a captação popular
(carnês), mediante promessa de contraprestação em bens ou qualquer direito
futuro. Informa às pessoas interessadas que está
envidando esforços no sentido de ver aprovadas essas suas iniciativas.
03/08/1976 BREVES COMUNICAÇÕES PEIXOTO
FILHO, MDB-RJ 00:00 DCN 04/08/1976 PAG. 2265
Tece
considerações a propósito do Exame de Ordem realizado pela Seção de São Paulo
da OAB, em que foram reprovados 160 dos
167 candidatos inscritos.
21/10/1975 PEQUENO EXPEDIENTE PEDRO LAURO, MDB-PR 00:00 DCD 22/10/1975 PAG. 9128
Solicita
o apoio de seus pares a projeto de lei de sua autoria que isenta do Exame de Ordem e da comprovação do estágio de prática
forense e organização judiciária os bacharelandos
Data Sessão Fase Orador Hora Publicação
23/11/1971 PEIXOTO FILHO, MDB-RJ
00:00 DCD 24/11/1971 PAG. 7154
Aplaude
o Ministro Jarbas Passarinho por manifestar-se contrário ao Exame de Ordem exigido pela Lei nº
4.215/63 e favorável a uma renovação no quadro do ensino jurídico no País.
Registra o início dos trabalhos da Comissão de Ensino Jurídico, recentemente
designada por S. Exa., que deverá oferecer ao Conselho Federal de Educação
subsídios para melhor orientação dos cursos de Direito.
OBS: E nós acreditávamos que estávamos inovando quando propusemos a
criação da ABBDIR.
Há trinta e seis anos atrás já existiam pessoas que lutavam contra
esta aberração.
12/11/1971 GRANDE EXPEDIENTE ARDINAL
RIBAS, ARENA-PR 00:00 DCD 13/11/1971 PAG. 6810
Tece
considerações sobre a realização do III
Congresso Nacional de Universitários de Direito do Brasil, em Mogi das Cruzes.
Critica o Presidente da OAB, Seção de São Paulo, por não ter comparecido ao
conclave. Condena a posição assumida por advogados de Porto Alegre em favor
da criação de uma escola superior de advocacia, sob a orientação da Ordem dos
Advogados do Brasil. Defende a aprovação do projeto do Senador Vasconcelos
Tôrres, que extingue o Exame de Ordem para admissão dos bacharéis de Direito na
OAB.
27/10/1971 PEIXOTO FILHO, MDB-RJ
00:00 DCD 28/10/1971 PAG. 6273
Lê
documento que recebeu dos acadêmicos de Direito de São Paulo de apoio à campanha pela extinção do Exame de
Ordem para inscrição dos bacharéis na OAB. Destaca a posição assumida pelo
Ministro Jarbas Passarinho, em recente pronunciamento, contra o referido exame.
22/10/1971 BREVES COMUNICAÇÕES JERÔNIMO
SANTANA, MDB-RO 00:00 DCN 23/10/1971 PAG. 1752
Comenta
que recebeu memorial dos acadêmicos de Direito de São Paulo sobre o problema da
extinção do Exame de Ordem. Manifesta-se contra a manutenção dessa exigência e
lê o documento em apreço.
19/10/1971 AMÉRICO DE SOUZA, ARENA-MA 00:00 DCD
20/10/1971 PAG.
6023
Lê
correspondência que recebeu do estudante Nilmar
Velasco, representante do corpo discente
no colegiado da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, de
apoio ao P. 2.324/70, que extingue o Exame de Ordem e restabeIece a inscrição do estudante de Direito, na
Ordem dos Advogados do Brasil, como Solicitador Acadêmico.
14/10/1971 ORDEM DO DIA CLÓVIS STENZEL, ARENA-RS 00:00 DCD
15/10/1971 PAG.
5874
Comenta
a visita que Presidentes de diversas seções da OAB fizeram a Câmara para tratar
da questão do Exame de Ordem. Defende ponto de vista de que esse exame deve ser
exigido aos bacharéis em Direito que não tenham feito estágio profissional.
Sugere que o projeto que trata do assunto seja apreciado pelo Congresso na
próxima seção legislativa.
13/10/1971 PEQUENO
EXPEDIENTE FREITAS NOBRE, MDB-SP 00:00 DCD 14/10/1971 PAG. 5808
Afirma que a extinção do Exame de Ordem,
medida regulada em projeto do Senador Vasconcellos Torres, não dá solução ao
problema da capacitação profissional do advogado. Entende que as causas que agem
negativamente na formação de advogados são o baixo nível de
alguns cursos de Direito e a proliferação de faculdades sem condições de
funcionamento. Sugere ao partido governista a iniciativa de propor medidas com
vistas à eliminação dessas causas.
06/10/1971 PEQUENO EXPEDIENTE PEIXOTO FILHO, MDB-RJ 00:00 DCD 07/10/1971 PAG. 5610
Defende
a revogação da Lei nº 4.215/63, que instituiu o Exame
de Ordem para os bacharéis
Como o senhor pode perceber, a luta já é bastante antiga, mas, por
qual motivo as proposições apresentadas sempre caem no vazio?
Não será por este motivo?
Leia abaixo...
O SR.
LUIZ PIAUHYLINO (PDT-PE. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados, venho hoje a esta tribuna
celebrar a brilhante atuação da Frente Parlamentar
dos Advogados, que tive a honra de presidir nesta Legislatura.
Nesta
época de renovação da composição desta Casa legislativa, é importante que não
olhemos apenas para o futuro, mas que também sejamos recompensados ao olhar
para o nosso passado recente, para nos congratularmos pelas lutas havidas,
pelas conquistas resultantes do nosso trabalho.
A Frente Parlamentar dos Advogados é uma
das maiores desta Casa, contando com aproximadamente 142 membros, todos ativos,
na defesa da instituição da advocacia como instrumento garantidor das liberdades
individuais.
De mãos dadas com a Ordem dos Advogados do
Brasil, agimos
de acordo com a nossa agenda conjunta,
sempre com o objetivo de melhorar e tornar eficiente a administração da
Justiça, primando pelo equilíbrio entre os interesses do Estado, jurisdição, e
dos cidadãos. O advogado, que faz a ponte entre esses pólos, é o elo que
garante a paz social. Atuar na Câmara dos Deputados para aperfeiçoar esse papel
é prestar serviço de inestimável importância para o Brasil.
Dentre
os temas que se destacaram na agenda da Frente Parlamentar dos Advogados, cabe
destacar os seguintes: precatórios; reforma do Judiciário; formas de combate ao
nepotismo; súmula impeditiva de recursos; segurança pública e presídios; direitos
dos advogados; direitos humanos; funcionamento eficiente das Justiças
especializadas; combate à improbidade administrativa; aperfeiçoamento do
sistema processual; celeridade da prestação jurisdicional.
Destacamos
ainda a Agenda Legislativa do Advogado, idealizada
pela Frente Parlamentar dos Advogados e pela OAB. Trata-se de instrumento
de grande importância para a categoria, pois
auxilia o advogado no exercício de suas funções e está atrelada ao Congresso
Nacional. A apresentação foi feita pela primeira vez pela OAB em 2006.
Importante
destacar também a concessão, pela Frente Parlamentar dos Advogados, de título
honorífico a 2 grandes juristas brasileiros: ao ex-Deputado Federal e ex-Presidente do Supremo Tribunal
Federal, Nelson Azevedo Jobim; e ao Presidente Nacional da OAB, Roberto Antônio
Busato.
De
acordo com os estatutos da Frente Parlamentar, as autoridades agraciadas se
destacaram no estudo e na prática de ações relacionadas ao exercício da
profissão de advogado e no aperfeiçoamento do conhecimento jurídico. E também
deram à Frente Parlamentar apoio e incentivo desde a sua criação.
Também
atuamos em temas correlatos à função dos advogados; na área social, no que
tange à prorrogação da licença-maternidade, às doações ao Fundo da Criança e do
Adolescente, aos indicadores de responsabilidade social.
Centramos,
outrossim, a nossa atuação na intransigente
defesa da advocacia como instituição, promovendo
debates sobre o Exame de Ordem e tratando de ampliar o diálogo sobre os
impedimentos e as incompatibilidades da atuação do advogado, a fim de aperfeiçoar o Estatuto da OAB.
Pudemos
contribuir ainda para o enriquecimento do debate de temas constitucionais, a
exemplo da necessidade ou não de revisão constitucional; da escolha dos
Ministros para os Tribunais Superiores; da reforma das competências da Justiça
Federal em alguns casos; da disciplina do fundo de garantia das execuções
trabalhistas; e de novas hipóteses de atuação da Justiça do Trabalho.
Ao
longo do tempo em que me foi dado presidir esta nobre Frente Parlamentar dos
Advogados, procurei manter os elevados
ideais da advocacia em relevo, esperando ter prestado o melhor serviço a meus pares, bem como
aos advogados desta Nação.
Homenageio,
pois, todos os heróis da advocacia, homens e mulheres que trabalham todos os
dias por um Brasil melhor e mais justo. A eles presto contas da atuação da
Frente Parlamentar dos Advogados, deixando a certeza do dever cumprido e
desejando que, no futuro, a sua atuação seja cada vez mais ampla e coroada de
pleno êxito.
Muito
obrigado.
Posso até me conformar com a obrigatoriedade do Exame de Ordem,
somente não consigo me conformar com a imoralidade que é saber que estão usando
os Bacharéis em Direito como massa de manobra para encurralar o Poder Executivo
(MEC).
Veja como o Exame de Ordem se tornou uma verdadeira barreira de
contenção. Observe-se que os números apresentados pelo Deputado é apenas uma
amostragem de 2000 para cá.
Se no ano de 2000 44,10% dos bacharéis que tentavam o Exame de
Ordem eram aprovados, como que em apenas seis ou sete anos este número cresceu
tanto a ponto de atingir mais de 90% de reprovação.
Como será que em apenas seis ou sete anos este número cresceu
tanto?
como será que esta média esteja tão baixa em todos os Estados do país
ao mesmo tempo?
Não há como não reconhecer que está havendo uma grave manipulação
para impressionar a opinião pública.
Gostaria de suscitar uma discussão geral acerca destas dúvidas.
O SR.
NELO RODOLFO (PMDB-SP. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras.
e Srs. Deputados, mais uma vez venho a esta tribuna para cumprimentar o Prof. Edevaldo Alves da Silva, Presidente da UNIFMU, uma das
principais e mais respeitadas instituições privadas de ensino superior do
Estado de São Paulo.
Na
quinta-feira, dia 4 de abril, a UNIFMU publicou em alguns jornais de São Paulo
anúncio de um quarto de página, por meio do qual ficamos sabendo que nada menos
que 74,66% dos seus formandos em Direito foram aprovados no 114º Exame da Ordem
dos Advogados de São Paulo, realizado em 2001.
Tal
índice de aprovação confirma o que há muito já se sabia: o excelente nível de
educação que a UNIFMU oferece aos seus alunos.
Para
que se tenha idéia do que representam aqueles 74,66% de aprovação, basta
lembrar que, em 2000, 55,9% dos bacharéis
em Direito foram reprovados nos exames da OAB. No Estado de São Paulo, tal
índice de reprovação beirou os 72%. De acordo com especialistas, o número
absurdo de reprovados pela Ordem dos Advogados do Brasil — cuja aprovação é
necessária para que os bacharéis em Direito possam atuar como advogados — é
conseqüência da baixa qualidade de ensino ministrada em boa parte das
instituições de ensino superior.
O
desempenho dos alunos da UNIFMU apenas comprova que nada, absolutamente nada,
resiste a trabalho sério, competência e persistência — atributos que sempre
fizeram parte da trajetória profissional acadêmica e de homem público do Prof. Edevaldo Alves da Silva.
Por
fim, Sr. Presidente, cumprimento os jovens advogados, pois, como se sabe, o
trabalho dos mestres só aparece quando os alunos estão prontos.
Vejam o que o Deputado Max Rosenmann,
conhecido defensor do banimento da obrigatoriedade do Exame de Ordem pensa a
respeito.
CÂMARA
DOS DEPUTADOS - DETAQ
Sessão:
121.3.52.O Hora: 15:52 Fase: GE
Orador:
MAX ROSENMANN, PMDB-PR Data: 07/06/2005
________________________________________
O SR.
MAX ROSENMANN (PMDB-PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - - Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados, nas últimas semanas uma polêmica tem tomado conta da
opinião pública paranaense, por conta do alto índice de reprovação de bacharéis
de Direito nos exames da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB.
Os
defensores desses exames apontam a deficiência nos
Cursos de Direito instalados no País como justificativa para esses elevados
índices de reprovação. Já os críticos acusam a OAB de tentar criar uma espécie
de "reserva de mercado", por meio de exames elaborados de forma
draconiana, com o único objetivo de barrar a entrada de novos profissionais no
mercado.
Em meio
a esse tiroteio, especialistas e autoridades - como recentemente fez o Secretário de Estado da Justiça do Paraná, Aldo Parzianello - chegam a defender o fim da obrigatoriedade
dos exames para o ingresso na carreira jurídica.
Neste
ano, duas das cidades mais importantes do Paraná, Cascavel e Ponta Grossa,
registraram quase 100% de reprovação no primeiro exame do ano, da OAB.
O
Coordenador do Exame de Ordem da OAB de Cascavel, Luiz Robert Vile, atribuiu o "pífio" resultado à falta de
preparo dos candidatos. E o Presidente da Subseção de Ponta Grossa, Irio Tabela Krunn, lamentou que o
índice de reprovação tenha sido um dos mais altos da história.
No último
exame, realizado em dezembro de
De
acordo com Irio Tabela Krunn,
os candidatos ao teste
Em Cascavel, dos 470 inscritos, apenas 11
foram aprovados no Exame de Ordem - uma aprovação final de 2,34%.
Pessoalmente,
acompanho essa debate com apreensão. Até porque vejo
uma série de pontos obscuros na discussão.
Nos
últimos anos, o Ministério da Educação implantou um bem-sucedido modelo de
avaliação dos cursos superiores, que tem permitido promover um mapeamento das
condições de ensino do 3º grau em todo o País.
Pois bem, no Paraná, vários Cursos de
Direito de instituições renomadas, como a Faculdade de Direito de Curitiba, o
Centro Universitário Positivo, ou da própria Universidade Federal do Paraná têm
conquistado nos provões conceitos de excelência,
classificando-se como cursos de nível A, comprovando assim a qualidade de
ensino ministrada nessas instituições.
Quando esses mesmos alunos que obtiveram
esses resultados vão fazer o exame da OAB, 3% ou menos dos inscritos conseguem
aprovação.
É uma situação incompreensível. Se os
cursos têm sido aprovados nos provões pelo Ministério
da Educação, como podem os mesmos alunos obter um resultado tão inferior no
exame da OAB? Alguma coisa está errada. Ou o provão do MEC não está
funcionando, ou o exame da Ordem está criando uma situação artificial.
Se a
OAB é contra a criação indiscriminada de novos Cursos de Direito, é uma posição
legítima da entidade. Mas ela não pode utilizar o poder que tem para impedir a
concorrência.
A
Constituição Federal é clara ao garantir a todos o
exercício profissional dentro das regras legais. Não pode agora uma entidade,
em nome do corporativismo, querer restringir esse direito.
Se os
cursos são falhos, então a OAB deve lutar para elevar a qualidade deles e não
simplesmente, por interesse corporativo, criar uma barreira para que jovens que
dedicaram anos de estudo para se formar sejam impedidos de atuar na sua
profissão.
É
preciso um mínimo de razoabilidade e bom senso para superar esse impasse. O
Brasil não pode prescindir da formação de novos e bons quadros para a promoção
da Justiça e da cidadania.
O
Brasil inteiro deve saber que há esse conflito entre a Ordem dos Advogados e os
formandos de Direito no Paraná.
Sr.
Presidente, peço a V.Exa. que autorize a divulgação do meu pronunciamento no
programa A Voz do Brasil.
Muito
obrigado.
É pelos motivos apresentados que defendo a tese de que assuntos
ligados ao Exame de Ordem devem ser deslocados do âmbito jurídico de discussão
apenas e passe a fazer parte da agenda política de entidades, como, por
exemplo, a ABBDIR, ou mesmo de pessoas que usam de seu poder de crítica e de irresignação para lutar contra esta implacável e cruel
realidade que há anos já vitima tantas pessoas, e que tem se tornado cada vez
mais cruel.
João Silveira Masmoerra