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notícias do jornal O Dia
A juíza alega que o
exercício da profissão está limitado à capacitação: "Qualificação é
ensino, é formação. Neste aspecto, o exame não propicia qualificação
nenhuma". A decisão é contra a prova, mas não isenta os formados de se
filiar à OAB.
O presidente da OAB-RJ,
Wadih Damous, recorreu: "A OAB não vai permitir que ignorantes advoguem e
ponham em risco a própria sociedade". Ele lembrou que há 1,5 milhão de
alunos matriculados em 1.077 cursos jurídicos no País a maioria, segundo ele,
"sem qualificação". O caso será julgado pelo desembargador Raldênio
Costa, relator da 8ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal.
A OAB-RJ tem até o dia 28
para oficializar a inscrição dos beneficiados pela liminar. A pena para o
descumprimento é de multa de R$ 1 mil por dia. Dois dos 6 beneficiados, Ricardo
Pinto da Fonseca, 52, e seu filho Fábio, 26 anos, cursaram a faculdade juntos.
"A prova da OAB não é feita para medir nosso conhecimento, visa à
reprovação em massa", atacou Ricardo, que segunda-feira deu início ao
processo de filiação. Os outros 4 são de Cabo Frio.
Exame três vezes por
ano
Com um índice de reprovação de 90% dos candidatos, o exame de ordem da OAB-RJ é
temido por grande parte dos estudantes de Direito. De acordo com dados da
entidade, dos 7.790 inscritos no último exame realizado em 2007, apenas 780
foram aprovados.
O próximo teste está
marcado para domingo. Farão a prova 5.886 advogados que pagaram R$ 125 pela
taxa de inscrição, o que representa arrecadação de R$ 735.750 mil. O exame é
aplicado três vezes por ano.
Segundo o Conselho Federal
da OAB, o número de inscritos aumentou 2.533% nos últimos oito anos. A média de
reprovação nacional, no entanto, é um pouco menor do que a estadual, mas não
deixa de ser alta: 80%.
O Dia
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