Flávio
Bolsonaro: OAB S.A.
Presidente da Frente Parlamentar contra o Exame da OAB na Alerj
http://odia.terra.com.br/opiniao/htm/flavio_bolsonaro_oab_s_a__171477.asp
Rio
- A sociedade precisa compreender que a prrova exigida pela OAB dos bacharéis em
Direito não avalia quem é bom ou mau advogado. Em nenhuma outra profissão há
tal avaliação. A competência para legislar sobre as condições para o exercício
de profissões é privativa da União, não podendo a OAB, “entidade
corporativista” e que não integra a administração pública, conforme a
jurisprudência, usurpar a função e criar restrições.
O que ocorre é uma arbitrária e injusta reserva de mercado criada pela OAB,
impedindo que aproximadamente dois milhões de bacharéis trabalhem em todo
Brasil — excluídos desse número os militares da ativa que são proibidos de
advogar. Isso sem falar nas arrecadações milionárias tanto com as inscrições,
uma verdadeira caixa-preta sem nenhuma prestação de contas a ninguém, como com
as matrículas em cursinhos preparatórios, muitos com um estreito e suspeito
vínculo com a cúpula da OAB.
Quem
conclui uma faculdade de Medicina, Engenharia ou Jornalismo possui uma
profissão. E quem se forma em Direito? Para a OAB não passam de ignorantes
incapazes de êxito em uma “provinha” e, portanto, inaptos ao exercício
profissional. Vale arriscar dizer que muitos advogados em exercício, inclusive
da cúpula da OAB, não a fizeram e, caso a fizessem, não passariam.
A
proliferação de universidades é realidade. Mas cabe ao governo ser mais
criterioso ao conceder autorizações, bem como mais rigoroso com cursos de baixa
qualidade. Todavia, é um fenômeno comum a todas as demais carreiras e não há
queda da qualidade dos médicos, engenheiros ou jornalistas, Nos resta aguardar
uma decisão judicial ou a aprovação de um dos projetos que tramitam no
Congresso para extinção do Exame de Ordem, pois bom senso a OAB já demonstrou
não ter.