http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=11576
João Pessoa, 26/10/2007 - O presidente
da Ordem dos Advogados do Brasil
O sucateamento do ensino jurídico no
Brasil se transformou numa das principais preocupações corporativas da OAB nos
últimos tempos. Pelo número de bacharéis aprovados para o exercício da
advocacia, aferido pelo Exame de Ordem, há uma clara demonstração, segundo Faiad, de que as universidades estão tentando colocar no
mercado muitos profissionais sem as qualificações necessárias. “Nesse caso –
ele destacou – ao invés de criticar e punir, estamos procurando dar suporte
para que as universidades possam melhorar sua performance”.
Em visita a Cuiabá, o presidente do Conselho Federal da OAB, Cezar Britto, teve
a oportunidade de conhecer o trabalho do MED. Ele participou de uma reunião em
que estiveram presentes acadêmicos, representantes docentes e dirigentes
universitários, quando foram expostos os problemas da instituição do ensino. Na
ocasião, Brito condenou taxativamente as universidades que oferecem ensino sem
qualidade, classificando a falta de interesse como um verdadeiro “estelionato
educacional”.
O Movimento “Ensinar Direito”
A partir de um diagnóstico
individualizado da situação de cada faculdade, os membros das Comissões de
Ensino Jurídico e de Estágio e Exame de Ordem pretendem apresentar as medidas
necessárias, que vão da melhoria das obras em bibliotecas até a qualificação de
mestres e professores, passando ainda pelo empenho do próprio acadêmico.
O projeto da campanha está dividido em
várias etapas. Inicia-se com o trabalho entre os presidentes de Centro
Acadêmicos dos cursos de Direito, depois serão ouvidos os professores das
Instituições de Ensino, na seqüência haverá apresentação de um diagnóstico
individualizado de cada Faculdade e por fim, uma audiência pública onde serão
apresentadas as sugestões para os possíveis problemas. “Esse projeto é inédito
e pretende fomentar a discussão direta com os profissionais da educação” -
afirmou.
Faiad
explicou, ainda, que o Movimento fará também uma análise dos planos de ensino,
das grades curriculares, do quadro de professores e dos alunos, visando às
adequações exigidas pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) e pela Ordem
dos Advogados do Brasil Nacional. “É preciso, acima de tudo, que haja
engajamento de todos os segmentos nesse amplo projeto” – enfatizou.