Exmº.Sr.Deputado,
No pré-modernismo, no Séc. XVII, a nossa educação
era centrada no conteúdo a ser
informado, com estímulo e resposta, com ênfase na importância do meio para aquisição do conhecimento, na
informação e na memória. A educação moldava o sujeito, o professor transmitia o seu saber produzido por outro e o aluno, passivo,
reproduzia o transmitido exatamente com as mesmas palavras do
professor. Tantas vezes necessárias ou que suportasse para ser aprovado, o dom
do aluno e as suas habilidades não eram trabalhadas, na chamada Educação
Empirista.
Estamos
Esqueceram que
a sociedade evoluiu e os métodos da educação também. Hoje temos uma Educação
Interacionista, ou seja, o meio em que vivemos vai nos oferecer as possibilidades, porém o sujeito
tem que ir atrás, procurar, se aperfeiçoar e
aprender a raciocinar, pensar
para agir, pois cada momento é
único para o sujeito interagir com o meio. Não se utiliza mais decorar, reproduzir
textos, e sim interpretá-los, uma vez que o conhecimento não é uma cópia da
realidade e conhecer um processo ou
acontecimento, não é simplesmente olhar
e fazer uma cópia mental, ou imagem do mesmo.
Para conhecer um processo é necessário agir
sobre ele, conhecer e modificar, transformar o objeto e compreender o processo
dessa transformação. É uma operação que permite ao sujeito do conhecimento alcançar
estruturas ampliadas.
O que
encontramos atualmente, são bacharéis fazendo e
aplicando provas para bacharéis. Os
ditos “Advogados”, única e exclusivamente porque possuem a carteira Vermelha da
OAB pensam que possuem o direito de julgar os conhecimentos de seus colegas, esquecendo que em sua
maioria não são pós graduados, mestrados
ou sequer têm doutorado.
Pergunto eu: Que preparo didático e pedagógico
eles possuem, para poderem fazer esse tipo de aberração que estão fazendo com os seus próprios colegas, além do exame ilegal, calcado em uma cobrança
educacional do Séc. XVII?
É triste e decepcionante, até quando
teremos que fazer vista grossa para o interesse e os direitos dos bacharéis, em benefício do engodamento da carteira dos ricos o Exame
da OAB passa a ser apresentado como um objetivo cuja realização corresponde ao progresso do País.
Marli Martins Paiva
Bacharel em Direito – URCAMP- BAGE-RS
Pós-Graduada Direito do Trabalho e Processo do
Trabalho –URCAMP-BAGE
Formação Superior em Pedagogia para
Docência Jurídica
– UERGS-BAGE