Enade torna desnecessário o exame da OAB
Publicada em 20/11/2008 às 16h45m
Artigo do leitor Vasco Vasconcelos
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Se aproveitando da debilidade e da prostração do Ministério da
Educação, que não exercia suas prerrogativas constitucionais, espertalhões de
olho no lucro fácil e sob o falso argumento da baixa qualidade do ensino
superior passaram a exigir dos bacharéis de Direito o pecaminoso, restritivo,
imoral, inconstitucional e lucrativo exame da OAB.
Foi com muita alegria que tomei conhecimento, nesta
quinta-feira, através deste jornal, que felizmente o MEC está saindo do estado
de entorpecimento e começou a reassumir o seu verdadeiro papel, ou seja: a
partir de 2009, todos universitários, inclusive os do curso de Direito, no
início e no fim do curso serão avaliados pelo Enade, sob pena de não ter
direito ao diploma.
Com esse intento, torna-se desnecessário o famigerado exame da OAB,
fonte de enriquecimento dos donos dos cursinhos, o qual, rogo ao nosso
presidente Lula substituí-lo por práticas jurídicas nos órgãos da Justiça,
estágio supervisionado nas próprias universidades reconhecidas por aquele
Ministério e/ou nos escritórios de advocacia credenciados junto a OAB. O
mercado saberá avaliar os bons advogados e a egrégia OAB, de acordo com o art.
35 da Lei nº8.906/94 (Estatuto da AOB), poderá punir exemplarmente e até
excluir dos seus quadros os maus advogados, cujas sanções disciplinares
consistem: censura, suspensão, exclusão e multa.
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