Enade será obrigatório para
quem entra na universidade
21.11.2008
A
partir de 2009, o Enade (Exame Nacional de Desempenho
dos Estudantes) será universal e não mais por amostragem. O anúncio foi feito
por Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, nesta
quinta (20).
Para os
alunos universitários concluintes, continua valendo a obrigatoriedade do Enade para obter o diploma. Segundo o Inep,
os alunos ingressantes também serão obrigados a realizar a avaliação, mas ainda
não há sanção prevista para o caso de não-comparecimento.
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imagens deste domingo de provas
Com
essa ampliação de público, os custos da avaliação devem subir em 30%, segundo
estimativa de Fernandes. Em 2008, última edição amostral
do Enade, foram necessários R$ 25 milhões para
custear a prova nacional.
Conforme
Fernandes, a alteração atende aos pedidos das instituições de ensino superior,
que solicitavam ampliação do número de alunos que prestam o exame, em razão do
surgimento de novos indicadores educacionais calculados a partir das médias do Enade, como IGC (Índice Geral de Cursos de Graduação) e CPC
(Conceito Preliminar de Curso). "O Enade sempre
foi um exame seguro metodologicamente. Ao torná-lo universal, estamos atendendo
aos pedidos das instituições e investindo na credibilidade do
instrumento", afirmou.
Outras insituições que boicotavam o exame, como a USP
(Universidade de São Paulo), devem aderir à avaliação universalizada. Uma das
principais críticas das estaduais paulistas ao exame era o sistema de
amostragem da prova. Segundo elas, a amostra pode não representar a totalidade
do curso.
Segundo
Fernanddes, a adequação está prevista na lei que
instituiu o Enade, a lei do Sinaes
(Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). "Esta lei faculta a
utilização do procedimento estatístico amostral ou
universal", explicou.
"Esta
mudança, certamente, acabará com aquela reclamação de alunos que questionavam
por que alguns de seus colegas eram selecionados para a prova e outros
não", afirmou o coordenador do Enade, Webster Spiguel Cassiano.
De
acordo com o presidente do Inep, operacionalmente a
mudança vai auxiliar o trabalho do instituto já que não será mais necessário
montar amostras. Para garantir a segurança estatística, as amostras eram
montadas com grande rigor, o que levava a um percentual bastante alto: entre
60% e 65% do total de estudantes ingressantes e concluintes dos cursos eram
selecionados para o exame.
O Enade, componente curricular obrigatório dos cursos de
graduação, é realizado em ciclos avaliativos com duração de três anos. Desta
forma, as 23 áreas de conhecimento avaliadas em 2008, por exemplo, só serão
novamente avaliadas em 2011.
A prova
é igual para ingressantes e concluintes do mesmo curso. São considerados
ingressantes aqueles alunos que, até o dia 1º de agosto, concluíram entre 7% e
22% da carga horária total do curso. E, concluintes, os que, na mesma data,
cumpriram pelo menos 80% da grade curricular ou estão em vias de concluir o
curso. (Com informações do Inep)