EXAME DE ORDEM - OAB/RJ

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  26/08/2007

A VERDADE SOBRE O EXAME DE ORDEM NA OAB/RJ

Em determinados momentos, diante do colapso de um sistema, surgem defensores da modernização, apelando por maior rigor ético no convívio social. E o sistema que aparece como resposta à ineficiência logo se converterá em privilégios e injustiças.

Assim nasce a proposta de um sindicalista, subjugando o modelo anterior, sob o argumento da restauração da moralidade.

A ruína de um modelo de gestão e a ascensão de outro é sempre momentânea, até que uma das formas de administração venha a suplantar a outra.

Na OAB/RJ não poderia ser diferente, afinal de contas, vivemos o momento da República Sindicalista, onde a autoridade surge do movimento sindical. Autoridade que, durante algum tempo, nos leva a crer em sua obstinação pela melhoria das condições do trabalhador para ao final descobrirmos que o discurso era vazio e somente servia para escalada do poder.

O Exame de Ordem nada mais é do que uma reserva de mercado com uma fabulosa arrecadação de recursos financeiros. O que deveria ser verdadeiro em favor de toda uma sociedade é hoje um mercado onde se negocia o direito do jovem, recém formado, exercer uma profissão.

Sabemos que o jurista de ontem, hoje renomado, jamais teve que provar seu conhecimento através de prova prática, e tampouco, teve que se sujeitar ao subjetivismo de uma banca avaliadora que sequer é capaz de diferençar caráter eliminatório de caráter classificatório, como demonstrado nos documentos abaixo.





Hoje, quando um examinando demonstra inconformismo com a correção de sua prova, os responsáveis pelo Exame de Ordem, Dr Marcelo Oliveira e sua trupe, escalam um professor universitário da instituição que diplomou o examinando com a missão de debelar este foco de incêndio. Neste caso, o Dr Rogério Borba, responsável pela preparação dos formandos da UniverCidade na realização do Exame de Ordem.

Triste e vergonhoso paradoxo. Profissionais que preparam alunos na realização do exame buscam aplacar o inconformismo de uma correção nitidamente tendenciosa e são remunerados nas duas extremidades do processo.

Comprove você mesmo, o grau de subjetividade desta banca avaliadora que não distingue eliminação de classificação, porém é capaz de negar a existência de exatidão nas respostas do examinando.







Neste caso, parece que a incompetência é do avaliador.
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À míngua estão os argumentos deste avaliador para justificar uma reprovação que obsta o exercício de uma profissão numa sociedade já tão sem perspectivas para os jovens. Ademais, compete ao Ministério da Educação certificar ou não a capacidade de um bacharel, a ingerência de um conselho de classe é perigosa e ditatorial, põe em risco o Estado Democrático de Direito.










Esta peça revela sim, a inconsistência deste exame e a total falta de ética dos avaliadores que mesmo diante dos fatos insistem em reprovar o examinando, fazendo de seus minguados argumentos uma verdade absoluta.

O quê esperar desta nação? Onde o Direito é manipulado conforme o interesse e a vaidade de um grupo.








Sr Wadih Damous lhe assiste a razão quando afirma que o Movimento CANSEI induz ao Fora Sindicalista, mesmo estando na contramão dos objetivos da OAB/SP. Fosse eu o idealizador deste movimento o teria intitulado ENOJEI.




Conversa por telefone com setor encarregado pelo exame de ordem da OAB/RJ em 29/08/2007 às 11:21 h



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