Elaborado em
09.2008.
Alessandra de La Vega Miranda
mestre em Direito
Público pela Universidade de Brasília, professora universitária, advogada
criminalista em Brasília (DF)
A crise de
identidade do homem pós-moderno finalmente chegou aos bancos "jus-acadêmicos" das instituições privadas do Brasil
[01]. Não sabemos, ao certo, se chegou, ou se esteve sempre presente, num inquietante calo que somente agora parece incomodar
os pés inchados daqueles que estão comprometidos com o ensino.
Eis o prenúncio
de um desabafo epifânico diagnosticador
de uma crise: só não conseguimos identificar se ela se relaciona à inadequação
isolada de quem não se "amolda" ao sistema ou, de fato, se o colapso
reside na estrutura, numa dúvida que reflete o que Boaventura
relata como estado atônito temporal que "debruça sobre si mesmo"
(2001, p. 06), descobrindo os pés imersos num cruzamento de sombras de passado
e presente sinergéticos.
Tal constatação
pouco se lastreia num detalhista rigor metodológico: aliás, nada existe de
racionalidade renascentista numa afirmação epifânica
como essa. Ela retrata o sentimento em relação ao calo que, um dia, já doeu
numa dilacerante e inquietante latência, mas que trouxe a brandura da anestesia
marcada pelo desapego em observar, com autopoiética
indiferença, a revelação da metástase que está se alastrando nas corruptelas
institucionais de ensino jurídico privado desse Brasil. Resta esperar a
hecatombe do corpo sucumbente ao cancro, ou, antes, "diagnosticá-lo",
tal qual Lombroso efetuou em suas 400 autópsias,
antes que a morte exsurja e arrebata a alma do ensino
jurídico privado para um purgatório qualquer.
Valores, teorias
e idéias diuturnamente têm sido questionadas sem
coerência ou fundamento, esgarçadas e violentamente superadas numa velocidade
quântica que nossos corpos ainda não estão acostumados a lidar. Porém, com o
olho de cá, talvez a maior chaga seja o perfil do acadêmico
"jus-mercantilista", no ambiente da faculdade privada. Eis o desafio
dessa reflexão. Quem é o estudante de Direito na instituição privada? O que
está sendo oferecido no habitat deste ser tão incompreendido? Qual o
papel do professor dentro do processo?
As respostas não
são fáceis, se o paradigma de análise colocar-se diante de uma realidade tão
atroz: corrupção nas instituições privadas, operando ao arrepio da legalidade,
fraudes nos exames jurídicos, redução do numero de vagas face à mercantilização desenfreada [02], considerável
índice de reprovação na prova da OAB [03], criminalidade de
hermenêutica. Retratos de um microcosmo que se inicia, diluído em pactos de
mediocridade, desde a apatia dos estudantes em relação às causas sociais, até a
falta de compromisso dos professores e a indiferença institucional visando o
afã de lucro.
Tudo isso
condensado numa percepção foucaultiana de redes capilarizadas de um pseudopoder
procurado como condição essencial da frívola aclamação do ego, por aqueles que
se encontram em pleno desespero. Sim, somente o
desespero da obscura ignorância pode justificar tanta atrocidade que tem sido
avocada sob a bandeira de mobilização estudantil, de melhoria de ensino
jurídico privado e, sobretudo, de capacitação profissional, num bolorento e
fétido ensino jurídico privatizado e decadente.
Ad vocare... Chamar ao lado de alguém. Colocar-se ao lado de
quem não possui voz para clamar pelo hipossuficiente,
num compromisso com a humildade, o respeito ao próximo, a busca da
fraternidade, da solidariedade, da construção em comum de um futuro melhor. O
que é isso, além de um clichê a povoar essa epifania?
O advogado é,
por excelência, o profissional que se despoja de seu interesse para
salvaguardar o destino daquele que está assistindo. Ofício que, de tão nobre,
encontra-se no art. 133 da Constituição Federal. O único munus
que é erigido à composição da Magna Carta, como atividade indispensável ao
cumprimento dos ditames de Justiça.
Eis o
sacerdócio, apontando para a necessidade de desvinculação anímica de um
materialismo que expõe, crua e friamente, a vaidade humana perdida num campo
nebuloso de valores esgarçados. Talvez, quem sabe, o sacro ofício conclame
todos aos céus para a prostração devocional, e que, a
cada dia, o aprendiz possa fazer romper em si a castidade de propósitos, para
que a sabedoria possa escoar até o coração transmutando, por fim, essa máquina
individualista em um ser que saiba, ao menos, o significado de compartilhar.
A Assistência
Judiciária no Paranoá mostrou o fel da advocacia "sem glórias" para
os que desejam apenas o estrelado: não havia dinheiro e, com isso, tudo que ali
era produzido contava apenas com todo o amor que pode guiar uma pessoa na busca
pela compaixão em relação ao semelhante.
Foram tantas escovas
e pastas dentais trazidas para os "clientes" poderem fazer sua
higiene! Ah, grandes lições! Lições de humildade, parcimônia, de subserviência,
nas latrinas limpadas no Paranoá! Sim, claro, limpar o vaso era mesmo um
serviço prestado na Defensoria, pois era necessário para depurar a alma das
mazelas dos egos acadêmicos saltitantes, afoitos e incongruentes!
Valiosa lição.
Talvez a mais perfeita lição de humildade, gravada carinhosamente a ferro e
fogo na alma, trazendo, a cada dia, o despojamento para retornar à sala de aula
com muita história a contar para os colegas alheios a tudo que envolve o
próximo: este ser tão distante de nossas residências e vidas.
Poucos eram os
desejosos em compartilhar sua vida com quem necessitava. Mas, ao contrário e,
por ironia, muitos eram os acadêmicos que pretendiam lapidar o conhecimento
para a busca da sucção do vil metal do desafortunado cliente que batesse à
porta, visando obtenção de status, sucesso, êxito, sexo, poder,
opressão, humilhação...
Engraçado,
porque nesse universo existencial de almas vazias, não se indaga em relação a
quê estaria dimensionado o status. Em relação a quê adviria o sucesso.
Por fim, a custa de quê seria empreendido êxito. Hoje
salta aos olhos – marejados de lágrimas - a futilidade de tudo isso no caminho
tortuoso que está sendo trilhado por nossos alunos.
Parece que o
homem pós-moderno, ou melhor, o protótipo do acadêmico de Direito da faculdade
privada pós-moderna (?) está acometido por uma miopia egóica
sem precedentes. Diria até que a miopia transmudou-se para um verdadeiro
"autismo acadêmico", isolando o aluno numa torre alta, escura, fria e
robótica de ignorância, de falta de compromisso com algo que não seja seu
umbigo.
O que está
acontecendo nos bancos acadêmicos das faculdades de Direito privadas? Nunca se
observou tamanha bizarrice estudantil, mascarada em movimento, amorfo, acéfalo,
a-histórico e tantos quantos forem os prefixos de
negação possíveis. A falta de educação, nesse sentido, é o início da derrocada.
Não se ouve dos alunos sequer um "bom dia", porque os cumprimentos
vêm sido substituídos pela avassaladora monta de indagações sobre notas,
trabalhos e freqüência. O que importa é a cifra, a nota demonstrativa de uma
auto-afirmação que satisfaz a-sei-lá-quem, mas que
traz uma corrida armamentista dos alunos pelo alcance da perfeição que não
existe.
Engraçado,
porque, dentro disso, não vem a lembrança – à guisa de
generalização – de maior interesse por assuntos correlatos à matéria, ao
Direito, à vida, ou, ainda, ao próximo. Não se escutam mais nos corredores
movimentação em prol das minorias, do meio ambiente assolado de nossas
porcarias ou das ações afirmativas.
Poderia a surdez
a produzir tamanho silêncio no observador, mas, de fato, é na falência
estrutural do ensino jurídico mercadológico brasileiro que já irradiou o tumor
desenganado, comprovado pelo fracasso com que os exames da OAB espelham o
resultado da mais pura mediocridade.
Parece que o
máximo de proximidade que vem à mente dos incautos alunos é o coleguinha ao lado, parceiro de irresignação
quanto à nota e à "bronca" do professor, demonstrações puras de uma
perfeita imaturidade acadêmica, intelectual e emocional.
O movimento
estudantil, palco, outrora, de questões políticas de base, fomenta hoje a busca
incessante da derrubada dos obstáculos para o diploma. Nesse sentido, o
professor constitui a barreira a ser galgada e, quando não, a ser destruída,
aniquilada, humilhada, vexatoriamente exposta ao escárnio público e à
desmoralização. O desrespeito passou a ser a tônica do cotidiano dos corredores
de sala de aula...
A faculdade
privada tornou-se um espaço de irresignação
irresponsável, leviana, superficial, despótica, frívola, mesquinha e medíocre.
Irresponsável porque os alunos, ou melhor, os "embatentes",
não têm mais aquela coragem da década de 60, ou sequer civilidade ou urbanidade
de trazer o assunto de irresignação para o professor:
escondem-se atrás da máscara das corporações medievas
e inquisitoriais chamadas conselhos de representantes, órgãos máximos do
fracasso no diálogo e na compreensão mútua.
Ali o professor
é objeto de discussão, antes de ser titular de direitos e sujeito colaborador
na construção do espaço de conhecimento. O contraditório, a ampla defesa, o
devido processo legal, a amizade, o carinho, a fraternidade, cedem espaço à
redução ao pó...
Irresignação leviana e
superficial por conta dos juízos de senso comum que passaram a ocupar o espaço
da cátedra. O acadêmico crítico cedeu (cedeu ou nunca existiu?) seu lugar para
a generalização de "achismos", em
discussões frívolas, que bem poderiam ser objeto de uma fanfarra "botequinesca", regada aos entorpecentes alcoólicos
que, em outras épocas, libertavam as idéias, mas, que hoje, apenas
desacorrentam os dragões atormentados que residem na ignonímia
humana mais decadente.
O despotismo...
Claro, sempre presente, até como resultado de uma opção castradora de
etnocentrismo imperialista, dentro da qual a cultura do "sabe com quem
está falando" é expressão de identidade cultural. Um ditatorialismo de
feudo que impele o professor mais sensível ao recuo em relação ao seu propósito
de compor o diálogo. Hoje o professor compõe o medo, a agressão e a raiva
irrestrita e diagnosticada pela falência discente na resolução de seus dilemas
existenciais por conta própria, necessitando incutir no bode expiatório a soma
de seus medos no enfrentamento do mundo.
A frivolidade,
por sua vez, ressalta na facilidade de descarte do professor, porque ele
simplesmente "não serve". Não serve a quem? Ao propósito de manutenção
da ignorância? Não serve ao interesse mercadológico, à cifra, à rentabilidade?
Ou não serve à necessidade de satisfação do ego infantilizado de cada aluno que
se volta para o afã de perseguição da tão sonhada notinha? O professor é um
queijo brie, ou melhor, dizendo - afinal, não
podemos esquecer que o queijo brie é caro - o
professor tornou-se um queijo prato mofado, impróprio para o nobre paladar
acadêmico regado no fino azeite do Código de Defesa do Estudante Consumidor.
A mesquinhez e a
mediocridade talvez sejam sustentáculos da ignorância, possuindo com ela um
pacto velado, já que estão a caminhar, lado a lado, compondo a matiz da
imbecilidade acadêmica em entender que o universo é apenas a dimensão do
amontoado de elétrons que confusamente formam cada insensato aluno que insiste
em jogar-se como vítima na frente do carro. Um aluno que insiste em se ver como
hipossuficiente, num bem articulado plano contra sua
pessoa, como se o professor não tivesse nada melhor para fazer em sua vida, a
não ser arquitetar planos de destruição em massa do alunado!
Claro que esse
desabafo epifânico não poderia ficar completo se não
falássemos na ausência de leitura mínima, constatando que a multiplicidade
bibliográfica é algo distante da realidade internauta
dos nossos "brilhantes" alunos.
O conhecimento fast food é a
máxima em idos de globalização, na rapidez com que "ctrl
c" + "ctrl v" são
teclados para a coroação de páginas e páginas de plágios, cópias, compilações
medíocres de tantas outras medíocres manifestações de ignorância crônica. O que
falar sobre isso, já que em terra de Lei de Gerson, fazer diferente é
transmitir um atestado de idiotice?
Nossos alunos fast food estão
mais despreparados, mais mal-educados, mais rudes. Estão odiando mais e, dentro
disso, achamos até que mal-amados estão. Estão, enfim, irresponsáveis, porque
não assinam o que pensam, não falam o que desejam falar e, sobretudo, não
mostram a que vieram. Culpam-nos pelo casamento falido, pelo filho que chorou a
noite inteira, pelo chefe que apagou o trabalho que seria entregue no dia.
Desculpam-se o tempo inteiro por não terem feito os trabalhos que foram
passados há dois, três meses até.
Nossos futuros
advogados são o espelho mais visível de nossa
idiossincrática pequenez enquanto humanos. Acuados, receosos que alguém
descubra sua incompetência. É necessário esconder a incompetência. Tornemo-na,
pois, objeto de escarro no professor, pois, se a nota alta é obtida, o mérito é
do aluno. Mas, ante o fracasso: ah, o fracasso! O fantasma de nosso maior medo.
Esse, sim, é demérito do professor. Do professor que deverá, assim, como Damién, ser atrelado aos cavalos e desmembrado vivo, para
que, em praça pública, todos sejam testemunhas da exemplar punição do
insolente!
Onde estão os
centros acadêmicos, os diretórios? Onde estão os cara-pintadas da pós-modernidade? Foram-se
com o tempo, restando muito pouco para a memória do que poderia ser o perfil de
um verdadeiro baluarte de defesa dos direitos humanos. O que impera é a
voracidade rumo ao estrelato, numa demonstração pueril de desconhecimento
quanto à realidade do que é a militância jurídica.
O poder que
circunda o conhecimento é para quem consegue acessar o conhecimento. Para quem
não tem preguiça, raiva, ódio, piedade em querer aprender. Não são todos os que
estão dispostos ao percurso dolorido e calejados do sacerdócio. O sacrifício
oriental do despojamento de si para a aquisição de método, de humildade, de
aprendizado. Não, esse universo não é para os que se julgam merecedores, mas,
antes, é para quem está disposto a abrir mão do conforto de sua vidinha em prol
da magnitude de se descobrir um ser pensante.
Impossível,
quando se trata de um alunado imerso na gosma cor-de-rosa de uma matrix, esperando acordar, mas, sobretudo, vivendo
adormecido no paradoxo de um berço esplêndido coberto pelas espinhas da
ignorância.
Esse é o retrato
de um desabafo de quem não quer mais fazer parte de nada disso. Não, refuto
cada dia de minha vida em que me deparei com isso, em 10 anos de cátedra.
Decretarei, a partir de hoje, que o meu mundo docente será composto pelo
otimismo, pela compreensão e, sobretudo, pela humildade!
Proponho até um
"pendura" diferente! Todos nós vestidos com aventais, distribuindo sopões, acalentando os desgarrados, abraçando os humildes.
Acho que proporei, doravante, que a vestimenta "jurídica" seja um
macacão, para que façamos jus a outra face, esquecida,
como operários do Direito, reunidos em torno da nobre causa de clamar ao lado
dos que não têm voz.
Ornamentarei
minhas petições com a ruptura em relação a uma linguagem tão rebuscada e que
apenas serve para confundir o juiz. Já dizia Celso ser o Direito ars boni et equi. Sim, não terei mais
vergonha de bradar aos quatro cantos que desconheço o objeto da ciência chamada
Direito. Arte e técnica! Arte e técnica!
Ao invés de
colorir as aulas com os casos sensacionalistas de sucesso, dedicarei cada
encontro à exposição dos erros cometidos nas épocas em que, pretendendo ser
reconhecida, deixava o ego saltar para entoar cânticos de vitórias. Ledo
engano, pois o apelo mnemônico de aprendizado não advém das vitórias, mas,
antes, reside nos fracassos que lembram a necessidade
de calmaria do espírito.
Sim, cansei de
ser chamada de professora. Quando, muito, facilitadora, mas, nunca, "dificultadora". As conversas, não mais serão regadas
com meus "causos" de advocacia genial, ornada nos púlpitos dos
tribunais superiores, mas, antes, serão retrato
fidedigno da militância de corruptela. Cansei dos perfumes franceses que, sob a
escusa de evitar a fedentina de nossa carcaça podre em eterna decomposição,
assassinam milhares de animais. Cansei de indiretamente empunhar o afiado
machado, derrubando árvores e mais árvores, sob o pretexto de colaborar com a
justaposição de papéis, nos inúmeros processos que se avolumam nos cartórios
dos fóruns. Farei, pois, uma ode em homenagem a todos os clientes da pobreza,
os desdentados, desgrenhados, enfim, os que não têm vergonha de seu hálito. São
esses os maravilhosos clientes que tornam a advocacia a mais nobre missão!
Cansei dos notebooks trazidos para as aulas, como se cada estudante
realmente ali estivesse anotando algo importante... Cansei da tecnologia – wireless, palm top, desk jet,
webmail, plic ploc - boa, enfim, mas que, de mal utilizada, converte meus
alunos em atentos espectadores de pornografia, pedofilia e outras "-ilias" que tenho até medo e vergonha de declinar.
Voltemos às penas, ou melhor, em idos de preservação ambiental, enfim, talvez o
melhor seja escrever em papel reciclado! Sim, esse será, por certo, outro
decreto!
A mediocridade da iconoclastia idólatra cederá, enfim, algum dia, em prol
da leveza no aprender, nas aulas despojadas do suplício e regadas pela perda do
medo de enfrentamento da vida. Eis a advertência de Virginia Woolf, ao afirmar
que não se pode ter paz evitando a vida, qualquer que seja ela...
Esse é um grito
sufocado e silencioso, forjado na mais arraigada parte de um coração que tanto
pulsou pelo ensino jurídico privado superior, mas que está cansado e talvez até
embrutecido por tudo que tem visto como estado inegável de dilaceração
acadêmica. Coração cansado e embrutecido, sim, por certo. Vitimizado,
nunca... Para existir vítima, necessário identificar no processo o algoz e, no
epicentro dessa fanfarra dissonante de pasteurização do ensino jurídico privado,
algoz e vítima formam uma massa homogeneizante,
dentro da qual não se sabe, ao certo, quem deu o primeiro passo rumo ao
estabelecimento da mediocridade.
A era de
inocência alcançou o crepúsculo, levando consigo o fidedigno retrato de uma
ilusão que cede espaço à inquestionável realidade: não se pode condicionar a
livre alma docente num arremedo de ensino jurídico privado que se orienta
apenas na pauta neoliberal de escatologia mercadológica. O preço, para isso, é
o agrilhoamento do espírito na caverna platônica da mais pura ignorância, que
mata, fere e dilacera, aos poucos, a sensibilidade dos que têm calos. Calos e
sentimentos, sangue e veias no lugar de fios e chips.
Notas
Basta observar o alto índice de reprovação que
coroa o cenário das faculdades jurídicas privadas. Uma superficial escapadela
no resultado do terceiro exame (2007) revela uma aprovação de 83% por parte do
alunado da Universidade de Brasília, ao mesmo tempo em que aponta um índice de
reprovação, entre as particulares, compreendido na faixa de 51% (bem otimista)
a 79%. Importante frisar que essa faixa engloba, respectivamente, o menor e o
maior índice de reprovação (fonte: http://www.oabdf.org.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=14520,
acesso em 09 de setembro de 2008).
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Sobre a
autora:
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