D'Urso rebate Bigonha: sociedade fiscaliza OAB
Conjur
07/11/07
O presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do
Brsil, Luiz Flávio Borges D’Urso disse, nesta terça-feira que a Ordem dos
Advogados do Brasil tem a “fiscalização da advocacia e da sociedade”.
D’Urso rebateu a afirmação do presidente da Associação Nacional
dos Procuradores da República, Antônio Carlos Alpino Bigonha de que “hoje a OAB
é uma instituição imune à fiscalização, quer da sociedade, quer do Estado,
embora seja uma autarquia federal.” O presidente da ANPR disse também que a OAB
vive à custa da contribuição compulsória dos seus filiados
Para o presidente da seccional paulista da Ordem, a OAB não é
uma entidade ligada ao governo, nem autarquia federal e não recebe um centavo
de dinheiro público. “O dinheiro da OAB vem da anuidade paga pelos advogados
associados e dos serviços que presta”.
.
D’Urso entende que a declaração de Bigonha é uma proposta para
acabar com a autonomia da entidade. “Todos os mecanismos de controle, no âmbito
das auditorias interna e externa, promovem uma fiscalização administrativa. No
plano político, a atuação da Ordem não pode sofrer fiscalização, a não ser da
advocacia que representa”, afirmou D’Urso.
A crítica, segundo ele, engloba ainda uma lembrança aos períodos
históricos onde a democracia foi cerceada no país. “Em duas oportunidades
tentaram acabar com a autonomia da OAB SP – durante a Ditadura Vargas
(1930-1945); e no governo do general Ernesto Geisel, durante o Regime Militar
(1964-1985)”.