DOIS COMENTÁRIOS
DA JANE (e uma citação de R.B.)
O 1º diz
respeito aos direitos fundamentais: disponível em:
http://www.conjur.com.br/static/text/68090,1
Excelentíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes,
Agora sim!!
Suas palavras:
"Sinto-me absolutamente tranqüilo. Essa é a
jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal aplica a pobres
e ricos sem distinção. O tribunal, na verdade, quer transformar os direitos
fundamentais em direitos humanos de todos".
Altivez de conduta, se aplicada na prática.
A isto, denomina-se "palavra de honra".
Atitude de uma Corte Suprema, como o próprio nome
sugere.
Tudo na vida há um propósito! Nada acontece por
acaso.
Para os sábios, todo desconforto, mal-estar e
intempéries da vida servem exatamente para tomarem consciência da verdadeira
causa e ir a busca da solução para o bem comum.
Os direitos fundamentais são o
alicerce de um Estado Democrático de Direito.
Mas para "TODOS":
É a dicção da CF/88, Constituição
"Cidadã":
TÍTULO II
Dos Direitos e
Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E
DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º TODOS
são iguais perante a lei, SEM DISTINÇÃO de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade,...
O 2º
Disponível em:
http://www.conjur.com.br/static/comment/68139
Excelentíssimo
Senhor Ministro Marco Aurélio,
Qualquer ser vivo merece respeito, principalmente outro ser igual a
Vossa Excelência.
Hoje,
obtive plena certeza da cegueira que assola Vossa Excelência, comprovada
através da Vossa afirmação:
"leigos não podem emitir entendimento sobre o que não
conhecem. Deve haver impessoalidade na administração pública e é preciso
afastar certas balizas que norteiam a judicatura".
O
que nos difere é exatamente o fato de sermos desconhecedores e estarmos aqui em
baixo, de olhos e corações abertos, percebendo o que acontece a nossa volta, de
pés fincados no chão e sentindo na epiderme as tremendas injustiças praticadas
pelos onipotentes e oniscientes.
Percepção
que Vossa Excelência não é capaz de sentir, porque não tem olhos e muito menos
sensibilidade para enxergar o próximo que está sob seus pés.
A
nossa dessemelhança está, justamente, na cegueira devastadora dos que se sentem
em plano superior e tem sérias dificuldades em baixar a cabeça e de sentir a
presença de outrem.
Vossas
Excelências da Suprema Corte até podem ser ilustres conhecedores da judicatura,
mas infelizmente de cabeça erguida, sentindo-se em um pedestal, é impossível
entender de ser humano e de justiça SEM DISTINÇÃO.
Vossas
Excelências que se encontram em patamar tão superior
ao nosso, com notável saber jurídico e reputação ilibada, não tem
comprometimento com os leigos que sofrem e pagam o seu salário?
Sim,
somos leigos com muito orgulho, mas não somos cegos e muito menos hipócritas.
A
"FALTA DE RESPEITO" a tudo e a todos, avilta o mundo.
É
a dicção da CF/88:
"Art
5º, inciso III – ninguém será submetido a tortura, nem
a tratamento desumano ou degradante;"
Vossas
Excelências fizeram um escarcéu pelo uso de algemas. Vossas Excelências nunca
haviam presenciado tal fato e/ou nunca ouviram falar?
Vossa
Excelência sabe que bateram o recorde no tempo de julgamento de um HC, por
ordem de chegada?
Vossas
Excelências não sabem das situações dos presídios brasileiros, dos postos de
saúde, dos menores infratores, etc.. etc.. etc..?
Conforme
o adágio popular: "pobre tem que morrer tudo", não é mesmo?
Perdoem
a falta de entendimento dos leigos...
Vossas
Excelências não têm nada a ver com esta situação, afinal estão acima de tudo e
de todos.
A
culpa é do juiz federal, da procuradoria, da defensoria pública, dos
legisladores, do executivo e dos leigos.
STF! Ó STF! Onde estás que
não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei
meu grito
Que embalde desde então
corre o infinito...
Onde estás, STF?...
Que
Deus os ilumine para que enxerguem a TODOS SEM
DISTINÇÃO
Leiga,
que aguarda a prática dos direitos fundamentais sem distinção pelo STF.
Ruy
Barbosa, no pedido de habeas corpus contra Floriano, dizia aos Ministros dessa
Corte: "Lembrai-vos, juízes, de que vós julgais a causa do povo, mas ele
julga vossa justiça. E tal a grandeza e a miséria da vossa condição, que dele
não podeis ocultar nem as vossas qualidades nem os vossos defeitos".