Conselho Federal da OAB defende aplicação do Exame de Ordem
18.01.2008
O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, defendeu na
quarta-feira (16) a aplicação do Exame de Ordem para selecionar os bacharéis em
Direito que devem exercer a profissão de advogado. Ele afirmou que se o exame
deixar de existir, em breve o País terá mais de 4 milhões de advogados. Ele
lembrou que existem hoje 2,1 milhões de advogados em todo o Brasil.
Britto salientou que a
prova é fundamental diante da proliferação desordenada de cursos jurídicos que
oferecem ensino de má qualidade e são os responsáveis pelos grandes índices de
reprovação dos bacharéis. Lembrou que o Brasil conta hoje com cerca de 3,5
milhões de estudantes de Direito nos diversos níveis do ensino jurídico, além de
600 mil advogados inscritos no quadro da OAB. "O exame é
um instrumento de defesa da cidadania brasileira, que precisa de advogados
qualificados e competentes para defendê-la", completou.
O dirigente da OAB
nacional observou que o Exame de Ordem como instrumento de habilitação de
profissionais qualificados e competentes não é exclusividade do Brasil,
existindo em várias partes do mundo. Em Portugal, por exemplo, a pessoa que
termina o bacharelado precisa depois fazer dois anos de estágio sob fiscalização
da Ordem dos Advogados de Portugal (OAP), além de se submeter ao final a uma
prova aplicada pela entidade. Também destacou que em outros países, o bacharel
em Direito precisa até mesmo passar pela aprovação de tribunais que testam à
capacidade e os conhecimentos do candidato ao exercício da advocacia para se
tornar advogado.
A questão surgiu quando
foi concedida para seis bacharéis em Direito, uma liminar para que possam
exercer a profissão sem se submeter ao Exame de Ordem. A liminar foi proferida
pela juíza Maria Amélia Almeida Senos de Carvalho, da 23ª Vara Federal do Rio
de Janeiro. Os beneficiados são integrantes do Movimento Nacional dos Bacharéis
em Direito.