COMENTÁRIO DO Dr. José GUIMARÃES
Na página do Professor Tesheiner:
http://www.tex.pro.br/wwwroot/00/060807aetica_fernando_lima.php
 
 
Uma sociedade deve ser pautada por valores que retratem as convicções representativas de sua cultura, baseados em princípios e conceitos que uniformizem entendimentos quanto aos fenômenos e suas relações fundamentais, tornando possível uma mesma linguagem, sempre à busca do BEM COMUM.
 
Infelizmente, com a argumentação do Dr. Leon, constato mais uma pérola para colecionar.
 
Agora, afirmar, com extensa fundamentação jurídica que o exame de ordem é inconstitucional, significa ser alçado à condição de DETRATOR, o que valeria a ser chamado de DIFAMADOR.
 
E DIFAMADOR do que?
 
Do EXAME DE ORDEM.
 
Isso é incrível, e não se trata de um programa de televisão, mas sim, de um debate virtual jurídico perante a rede internacional de computadores.
 
Deve ser atentado para isso: DETRATOR DO EXAME DE ORDEM.
 
Novamente se constata que os defensores desse exame, à míngua de melhores ou até mínimos argumentos jurídicos, preferem atacar às pessoas daqueles que se opõem a este.
 
Assim foi feito pelo ex-presidente da OAB Roberto Busato, que afirmou que as Faculdades caça-níqueis no País estão formando “ANALFABETOS JURÍDICOS”, promovendo um “ESTELIONATO CULTURAL, UM ESTELIONATO À FAMÍLIA DO JOVEM QUE SE DEDICA CINCO ANOS, PENSANDO QUE ESTÁ SE FORMANDO EM BACHAREL EM DIREITO, mas não tem condições de prosseguir em qualquer das carreiras jurídicas que existem”.
 
O sr. Busato simplesmente desdenhou da existência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9394/96) que GARANTE ao graduado EM QUALQUER CURSO SUPERIOR DE DIREITO o título de BACHAREL. Não se trata apenas de um pensamento; trata-se de imperativo legal, cuja razão de ser, consoante Norberto Bobbio, está consignada na própria norma.
 
O mesmo ocorreu em relação ao sr. Renan Lotufo, ex-desembargador do TJSP, que chamou os reprovados no exame de ordem de “porcarias”.
 
O sr. Lotufo ofendeu, de maneira indireta, milhares de Bacharéis em Direito pelo Brasil afora.
 
O sr. Leon partiu para ofensas pessoais e nos chama de DETRATORES DO EXAME DE ORDEM.
 
Repete-se a mesma e velha tática. Conhecida, todavia, inadequada.
 
Reitero: somos detratores do que?
 
Do EXAME DE ORDEM.
 
E o que é um exame de ordem?
 
Continuo e continuarei questionando o Dr. Leon, assim como todos os demais defensores do exame de ordem acerca da conceituação técnico-jurídica desse, fundada na Constituição Federal ou mesmo em Lei.
 
Peço ao prezado Ir.\'. Dr. Leon, não apenas como defensor do BEM COMUM, mas, enquanto Conselheiro da OAB/DF e que jamais contrariaria a aplicação do exame de ordem que, se este é necessário (e necessidade não é nem nunca foi sinônimo de constitucionalidade), que seja então aplicado periodicamente a todos os inscritos na OAB, inclusive aos que não se submeteram ao mesmo, por respeito ao princípio da isonomia, afinal, todo advogado é um Bacharel em Direito, e tem por aí um grande número de advogados que não sabem escrever corretamente, além de outros terem feitos judiciais declarados ineptos, o que reforça a tese do péssimo preparo acadêmico, não é mesmo?
 
Deve ser lembrado, todavia, que essa avaliação periódica deverá ser feita pelo Ministério da Educação, já que a qualificação técnica profissional somente pode ser efetuada pelo Estado Brasileiro, nunca por uma entidade de classe que apenas defende os interesses de seus inscritos.
 
Já imaginaram quantos seriam reprovados?
 
Rejeitar essa avaliação pode ser classificado como de trair a própria profissão da advocacia, já que permitirá a manutenção de péssimos advogados buscando patrocinar de forma inepta, feitos judiciais.
 
Rejeitar essa avaliação significa não querer o BEM COMUM da Nação Brasileira.
 
José Guimarães