A INCONSTITUCIONALIDADE
DO EXAME DE ORDEM E AS MENTIRAS DA OAB
Reynaldo Arantes
Presidente nacional da OABB/MNBD, formado pela UNOESTE de Pres.
Prudente/SP.
30.07.2011
Email: pres.mnbd.brasil@gmail.com
Adolf Hitler foi
um líder eleito e apoiado pelo politizado povo alemão por mais de uma década
(chanceler de 1.933 a 1.945) em um governo marcado pelo holocausto de judeus,
ciganos, homossexuais e adversários políticos. Seu domínio até sua morte, no
entanto, foi graças às mentiras oficiais levadas ao povo por seu ministro Paul Joseph Goebbels.
Assim
como o povo alemão foi manipulado por mentiras oficiais, há mais de uma década
a Ordem dos Advogados do Brasil usa da credibilidade adquirida por séculos de bons advogados para espalhar na sociedade mentiras que
aos poucos a Justiça e o Congresso vêm desmascarando.
Primeiro
a OAB afirma que “o exame é necessário para defender a sociedade de maus
advogados”. Mentira comprovada com vários fatos: Vejamos, se fosse verdade...
1 – ... a OAB
aplicaria o mesmo exame que aplica nos bacharéis em todos os advogados com mais
de 5 anos de exercício – assim como se faz para motoristas – já que antes de
1.996 o exame era só uma alternativa a quem não fazia estágio em sua faculdade,
o que todos fazem hoje.
2 – ...a OAB não desrespeitaria seus
próprios provimentos e edital e corrigiria os erros grotescos da Fundação
Getúlio Vargas nas últimas provas: espelhos de gabaritos errados, questões de
Direitos Humanos inexistentes, provas que Juristas famosos como o Prof. Renato
Saraiva – com inúmeros livros editados e 4 centros de especialização – disseram
que não passariam.
3 - ... a OAB
divulgaria o número de advogados expulsos por seu Tribunal de Ética por estarem
presos por ligação com organizações criminosas, por serem publicamente drogados
e o mais comum, os que furtam dinheiro de clientes. Aliás, se realmente
pensasse na sociedade, teria grande número de advogados expulsos por
incapacidade profissional.
Em
segundo lugar, se a OAB honrasse seu passado, não aplicaria um exame que sabe
ser ilegal e por saber, também imoral. As decisões fundamentadas de juízes
federais no RS, GO, RJ e MT demonstram claramente os vários pontos da
inconstitucionalidade do exame. A decisão do Tribunal Federal da 5ª Região
destaca de maneira fundamentada na CF as ilegalidades:
1 – O Conselho da OAB regulamentou o exame conforme o Congresso
deixou passar a lei. Regulamentação de Lei é função privativa e indelegável do
Presidente da República (art. 84, IV da CF)
2 – Só os bacharéis em Direito precisam de algo além de seu
diploma para se inscrever em seu Conselho, o que é tratamento diferenciado,
proibido pelo Princípio da Isonomia constitucional (art. 5º, I da CF)
3 – Só a União pode legislar sobre as condições do exercício
profissional (art. 22, XVI da CF) e a OAB nem autarquia pública é (Adin 3.026) segundo o STF...
4 – O que pode impedir alguém de exercer uma profissão é só falta
de qualificação prevista em lei, no caso, a Lei Maior, a Constituição exige
esta qualificação (art. 5, XIII) e afirma que qualificação só a Educação
concede (art. 205 da CF) e a OAB não é Instituição de Ensino.
5 – A lei 8.906 de 1.994 também estaria revogada na exigência do
exame, pois lei posterior, a 9.394 de 1.996, no art. 43 deixa claro que “as
faculdades preparam indivíduos APTOS a serem inseridos em seu mercado de
trabalho”.
As
mentiras da OAB quanto à necessidade ou legalidade do exame ficam cada vez mais
evidentes a cada projeto que entra no Congresso e a cada decisão judicial.
O
último golpe foi o parecer destacando a inconstitucionalidade do exame do Sub
Procurador Geral da República, Rodrigo Janot para ação a ser julgada pelo
Ministro Marco Aurélio (RE 603.583 RS) no SupremoTribunal
Federal em breve.
Os
golpes nas mentiras da OAB são resultado da ação da Organização dos Acadêmicos
e Bacharéis do Brasil (OABB) que coordena o Movimento Nacional dos Bacharéis em
Direito (MNBD) em todo o País.
Respeitamos
a Instituição OAB, mas denunciamos seus líderes atuais que usam o exame para
excluir 90% da concorrência e faturar cerca de 25 milhões a cada prova, sem
fiscalização de ninguém.
A
Justiça e o Parlamento Nacional estão unidos em mostrar o verdadeiro massacre
de bacharéis e faculdades em nome da reserva de mercado e dos lucros obtidos
pelo exame.
O
ícone do Direito, Rui Barbosa, se fizesse o exame hoje seria reprovado e
estaria em nossas fileiras lutando por seus direitos constitucionais ao nosso
lado no MNBD/OABB.