Revista
Jus Vigilantibus, Segunda-feira, 6 de outubro de 2008
“Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma
nação e não me importarei com quem redige as leis”. – Mayer Amschel [Bauer] Rothschild
“Todo aquele que controla o volume de dinheiro
de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e o comércio e quando
percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou
de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos
expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão”. – declaração
do pres. americano James Garfield, 1881
Poucas semanas após proferir estas palavras,
dirigidas aos moneychangers, o presidente Garfield foi assassinado. E não foi o único presidente
norte-americano morto por eles, como veremos adiante. Para podermos entender
melhor quem são os moneychangers (ou argentários), é necessário retornar no tempo até cerca de
Na época de Jesus, há dois mil anos, o Sanhedrin (a Suprema Corte da antiga
Israel) contralava o povo através da cobrança
de taxas representadas pelo pagamento de meio shekel. Vários
historiadores estimam que os cofres dessa corte continham vários milhões de
dólares em dinheiro de hoje. O povo judeu, totalmente oprimido e controlado
pelo Sanhedrin, vivia escravizado pelos dogmas
da religião imposta por esses líderes. Como todos sabemos,
Jesus foi o primeiro a ousar desafiar esse poder e expor a conduta sacríleja de Israel e também acabou morto na cruz.
Nos séculos seguintes, os moneychangers
continuaram a expandir a arte da usura em todos os segmentos da vida, criando
expansões e contrações financeiras, de geração em geração enfrentando monarcas
e líderes políticos que queriam erradicá-la. Sempre em vão. A cada bem-sucedida
(e rara) tentativa de eliminá-la, a usura voltava com mais força ainda,
respaldada pela ganância e o poder dos fortes e ricos contra os fracos e
pobres. Na Idade Média, o Vaticano proibiu a cobrança de juros sobre os
empréstimos, com base nos ensinamentos e na doutrina eclesiástica de
Aristóteles e São Tomás de Aquino. Afirmou que “o propósito do dinheiro é
servir à sociedade e facilitar a troca de bens necessária à condução da vida”.
Os argentários usavam os juros para praticar a usura,
que hoje é consagrada por lei através da prática bancária. Já naquela época,
vários religiosos e teólogos condenavam a escravização econômica resultante da
usura mas como podemos observar a situação mudou muito pouco nos últimos 500
anos.
Na medida em que a usura foi se instalando em todas
as camadas sociais, os moneychangers foram
ficando cada vez mais ousados em suas manipulações financeiras e foi assim que
surgiu o famigerado conceito do fractional
reserve lending, ou “empréstimo baseado em
reserva fracional” ou “empréstimo sem cobertura ou
lastro”. Embora de enunciado complexo, a prática é muito simples. Significa
emprestar mais dinheiro do que se tem em caixa e transformou-se na maior fraude
de todos os tempos, principal responsável pela vasta pobreza que assola o mundo
até hoje e pela redução sistemática do valor do dinheiro. A descrição dos
economistas sobre os chamados “ciclos econômicos”, nada mais é do que a
identificação dos períodos de expansão e retração determinados pelos bancos em
todo o mundo, através do fractional reserve
lending. Eles simplesmente adotaram as regras do
passado e continuaram a praticá-las até hoje.
A prática do “empréstimo sem lastro” continuou se
expandindo antes mesmo do surgimento dos bancos, alimentada pelos ourives e
mercadores de ouro e prata, que guardavam os metais nobres da população em
custódia para não serem roubadas. Logo esses negociantes – na realidade meros agiotas
– perceberam que a maioria das pessoas morria e não voltava para buscar seus
bens, legando-os à herança familiar. Foi quando começaram a emprestar dinheiro
a juros, geralmente em quantias muito superiores às que possuíam guardadas em
custódia. O recibo da custódia foi provavelmente o primeiro embrião do dinheiro
de papel que temos hoje, pois com ele, a pessoa podia adquirir mercadorias e
bens no grande mercado. Com a contínua expansão desse negócio ilícito e
usurário, logo os moneychangers puderam abrir
lojas específicas para empréstimos, advindo daí a origem dos bancos modernos.
O primeiro banco central de um país a praticar o fractional reserve lending,
ou FRL foi o Bank of
England (Banco da Inglaterra), constituído em
1694 e de natureza privada. Era controlado por acionistas fraudulentos e
mal-intencionados que utilizaram o mote “people’s bank” (banco do povo), para
praticar toda sorte de fraudes visando unicamente o lucro. As dívidas com o
Banco da Inglaterra de centenas de gerações posteriores, representadas ou pela
própria monarquia inglesa ou pelo governo, foram asseguradas através da criação
de taxas impostas à população, que viriam a se transformar no Imposto de Renda
como hoje o conhecemos. O modelo do Banco da Inglaterra rapidamente se transformou
no modelo para os bancos centrais de todos os países no mundo atual. Os agiotas
descobriram que é muito mais lucrativo emprestar para monarcas e governos do
que para cidadãos comuns. Através da dívida, tornavam-se literalmente soberanos
de nações inteiras.
Em suma: os argentários
colocavam um banco privado a cargo de todas as finanças e operações econômicas
de um país, o que equivale a entregar a nação a uma organização mafiosa que
controla a economia com a finalidade de lucro e assim mantém a população
totalmente refém de suas políticas financeiras.
No início do século XVIII, cerca de 50 anos depois
que o Banco da Inglaterra já estava operando, um alemão chamado Amshel Moses Bauer1, ourives e agiota que vivia em Frankfurt, na
Alemanha, começou um negócio a que denominou de Rothschild,
pois a insígnia na porta da loja era uma águia romana sobre um escudo vermelho.
Rothschild significa “escudo vermelho” em
alemão. O negócio prosperou e em 1743 ele mudou seu próprio nome para Amshel Moses Rothschild.
Ele tinha cinco filhos e, ao atingirem a maioridade, ele enviou cada um a uma
capital comercial da Europa. O mais velho, Amshel,
ficou em Frankfurt; Solomon foi para Viena; Nathan para Londres, Jacob para Paris e Carl para Nápoles.
Assim foram plantadas as sementes que permitiram à
mais poderosa e rica família da história do mundo reinar nos séculos seguintes
da evolução da humanidade, com o único propósito de lucro e poder, seja qual
fosse o custo. Gerações seguidas dos Rothschild e
seus correligionários exercem – e continuam exercendo – poder sobre a sociedade
mundial, utilizando-se da antiga prática da usura e do fractional reserve lending.
Já donos de uma fortuna incalculável, os Rothschild se envolveram vigorosamente nos financiamentos
ao governo inglês para as colônias da América, acabando por indiretamente
causar a independência americana quando restringiram o crédito e aumentaram salgadamente as taxas cobradas aos pilgrims.
Mesmo após a independência, logo implantaram o modelo de banco central no Novo
Continente, para expandir ainda mais os seus lucros. Durante a primeira metade
do século XIX, pelo menos três vezes os opositores do sistema agiotário lograram êxito em fechar o banco, mas ele sempre
ressurgia. Foi durante a Guerra Civil americana que os conspiradores lançaram o
seu mais bem-sucedido esforço. Judah Benjamin,
principal assessor de Jefferson Davis (na época presidente dos Estados Confederados
da América), era um agente dos Rothschild. A família
plantou assessores no gabinete do presidente Abraham Lincoln e tentou
vender-lhe a idéia de negociar com a Casa de Rothschild.
Lincoln desconfiou de suas intenções e rejeitou a oferta, tornando-se inimigo
figadal da família e acabou assassinado a tiros num teatro. Investigações sobre
o crime revelaram que o assassino era membro de uma sociedade secreta cujo nome
jamais foi revelado pois vários altos funcionários do governo americano eram
membros. O fim da guerra civil abortou temporariamente as chances dos Rothschild de por as mãos no sistema monetário dos Estados
Unidos, como já faziam com a Inglaterra e todos os países da Europa. Mas apenas
temporariamente.
Anos depois, um jovem imigrante, Jacob H. Schiff, chegou a Nova Iorque.
Nascido em uma das casas dos Rothschild em Frankfurt,
ele chegou à América com um objetivo definido: comprar ações de um grande banco
para gradualmente adquirir o controle sobre o sistema financeiro americano. Schiff comprou quotas de participação numa empresa chamada
Kuhn & Loeb, uma famosa casa privada de
financiamentos. Entretanto, para cumprir sua missão, ele precisaria obter a
cooperação de “peixes grandes” do segmento bancário norte-americano. Tarefa
difícil para o humilde jovem alemão oriundo dos subúrbios de Frankfurt. Mas Schiff tinha trunfos: ele era enviado dos Rothschild e ofereceu ações européias de alto valor para
distribuição no mercado americano. Foi no período pós-guerra civil que a
indústria americana efetivamente começou a florescer para se transformar no
colosso da atualidade. Com a decretação da paz e a expansão para o Oeste, havia
estradas-de-ferro para construir, ligando as duas
costas continentais do país, além da nascente prospecção petrolífera, das siderúrgicas
e das empresas têxteis, para citar apenas algumas. Tudo requeria financiamento
e não havia dinheiro suficiente no jovem país do Norte. A Casa de Rothschild ponteava no cenário europeu e tinha recursos
abundantes, resultado da vigorosa especulação financeira empreendida em todos
os centros comerciais da Europa nos 150 anos anteriores, emprestando dinheiro a
monarcas, governos e parlamentares.
O jovem Schiff
rapidamente se tornou padrinho de homens como John D. Rockefeller,
Andrew Carnegie e Edward Harriman.
Com o dinheiro dos Rothschild, ele financiou a Standard
Oil Company (hoje a
poderosa ESSO, acrônimo das duas letras que formavam a abreviação da empresa em
inglês: S.O. – leia-se ESS-O), as ferrovias Union
Pacific Railroad e Southern Pacific Railroad e o império do aço de Carnegie,
com sua Carnegie Steel
Company, que consagrou a cidade de Pittsburgh, no
estado americano da Pennsylvania como a capital
mundial do aço. Foi apenas uma questão de tempo para Jacob Schiff
deter o controle da comunidade bancária de Wall Street, em Nova Iorque, que já incluía os Lehman Brothers2, Goldman-Sachs e
outros grupos internacionais até hoje atuantes no mercado financeiro, todos
eles desde aquela época controlados pelos Rothschild.
É possível resumir a situação de forma bem simples: Schiff
era o “chefe” do mercado financeiro de Nova Iorque e controlava o dinheiro dos
Estados Unidos. Assim foi preparado o bote sobre o sistema financeiro
americano. Com seus cinco filhos firmemente encastelados em todos os centros
financeiros da Europa, a família Rothschild logo
ascendeu à posição de mais rica família do planeta. Esta situação persiste até
hoje, embora eles professem uma postura de discrição, avessa à mídia e à
divulgação. Nenhuma família ou grupo empresarial possui tanto poder e controle
financeiro em todos os países do mundo como os Rothschild.
E isto há 250 anos.
Sua fabulosa fortuna foi conseguida através da
prática do fractional reserve lending (“empréstimo sem lastro”), que consistia em
multiplicar o dinheiro a partir das vastas somas de dinheiro depositadas pelas
pessoas em suas casas de custódia (brokerage
and escrow houses) espalhadas pela Europa através do empréstimo de
dinheiro de papel a monarcas e governos. Uma de suas práticas mais determinadas
era a de financiar os dois lados de uma guerra, garantindo assim, no mínimo, a
duplicação de seus lucros com os juros cobrados, vencesse quem vencesse3.
Os moneychangers
não se aliavam a determinado partido ou tendência
política; para eles só existia a finalidade do lucro. Em algum tempo, a
família Rothschild tomou conta de todos os bancos
centrais do mundo – voltados unicamente para o lucro e não para a administração
da economia dos seus respectivos países – e com a inteligente operação de sua
inesgotável fortuna tornaram-se agentes determinantes na criação dos Estados
Unidos da América, que viria a se tornar o pais mais
rico e poderoso do mundo. Não se trata de mera coincidência, pois foi a opressão inglesa sobre o Novo Mundo com a cobrança de
taxas pelo Banco da Inglaterra que acabou por desencadear a revolução que criou
os EUA.
Benjamim Franklin, inventor, cientista, político e
diplomata do século XVIII, artífice da aliança com a França que auxiliou a
independência americana, afirmou o seguinte ao Banco da Inglaterra, que
tencionava financiar a nova república americana através da estratégia da usura
(fractional reserve lending):
“É muito simples. Aqui nas colônias nós emitimos nossa própria moeda, que se
chama Colonial Script4. Emitimo-la na exata proporção das necessidades do
comércio e da indústria, para tornar os produtos mais móveis entre os
produtores e os consumidores. Desta forma, criando nosso próprio dinheiro de
papel, controlamos o seu poder de compra e não precisamos pagar juros a
ninguém”.
O controle do sistema monetário dos EUA está
totalmente investido no Congresso Americano, eis por que Jacob Schiff seduziu os parlamentares a bypassar
a Carta Magna estadunidense e passar esse controle aos moneychangers.
Para que essa transição fosse integralmente bem-sucedida e a população do país
não pudesse fazer nada a respeito, seria necessário que o congresso americano
promulgasse uma peça de lei específica. Como conseguir isso? Através de um
presidente sem moral e sem escrúpulos, que assinasse o projeto de lei.
Nos quase 200 anos que se passaram entre a
independência americana e a criação do Federal Reserve Bank
(Banco Central dos Estados Unidos), popularmente conhecido como “Fed”, várias vezes a família Rothschild
tentou controlar a emissão de moeda nos EUA. Em cada tentativa, eles procuraram
estabelecer um banco central privado, operando apenas com a finalidade de lucro
e não para administrar ou proteger a economia americana. Cada uma dessas
tentativas até 1913 foi oposicionada por políticos
decentes e honestos, a maioria dos quais acabou assassinada por encomenda dos moneychangers.
O “Fed” - Banco Central
Americano, começou a operar com cerca de 300 pessoas e outros bancos que adquiriram
quotas de US$ 100.00 (a empresa é fechada, não negocia ações em bolsa) e se
tornaram proprietários do Federal Reserve System.
Criaram uma mastodôntica estrutura financeira
internacional com ativos incalculáveis, na casa dos trilhões de dólares. O sistema
FED arrecada bilhões de dólares em juros anualmente e distribui os lucros aos
seus acionistas. Some-se a isso o fato de que o congresso americano concedeu ao
FED o direito de emitir moeda através do Tesouro Americano (Dept. of the Treasury) sem cobrança de juros. O FED imprime dinheiro
sem lastro, sem qualquer cobertura, e empresta-o a todas as pessoas através da
rede de bancos afiliados, cobrando juros por isso. A instituição também compra
dívidas governamentais com dinheiro impresso sem lastro e cobra juros ao
governo americano que acabam incidindo sobre as contas do cidadão comum pagador
de impostos.
O Federal Reserve Bank
(Banco Central Americano) é, na realidade, a ponta-líder de um conglomerado de
bancos internacionais e pessoas físicas unicamente dedicados
a perseguir o lucro, todos a seguir identificados, o que constituiu uma das
maiores revelações secretas dos últimos 100 anos:
Rothschild Bank of
Warburg Bank of
Rothschild Bank of
Lehman Brothers of
Lazard Brothers of
Kuhn Loeb Bank of
Goldman, Sachs of
Warburg Bank of
Chase Manhattan Bank of
First National Bank of
James Stillman
National City Bank of
Mary W. Harnman
National Bank of Commerce,
A.D. Jiullard
Hanover National Bank,
Jacob Schiff
Chase National Bank,
Thomas F. Ryan
Paul Warburg
William Rockefeller
Levi P. Morton
M.T. Pyne
George F. Baker
Percy Pyne
J.W. Sterling
Katherine St. George
H.P. Davidson
J.P. Morgan (Equitable Life/Mutual Life)
Edith Brevour
T. Baker
* a empresa Lehman Brothers pediu concordata em setembro de 2008, através da
Seção Onze do U.S. Banruptcy Code
(Chapter Eleven)
Veio o Vigésimo Século e os moneychangers,
sempre representados pelos Rothschilds e seus
áulicos, já estavam firmemente estabelecidos com seus bancos centrais e sua
prática do fractional reserve lending (empréstimo sem lastro) em todas as grandes
capitais européias. Era a hora de devotar atenção total aos Estados Unidos da
América, a nova nação emergente do mundo. Ainda não existia um banco central
americano, pois as várias tentativas de estabelecê-lo ao longo do século XIX
foram infrutíferas. Finalmente, em 23.12.1913, durante um recesso de Natal do
congresso em que apenas três senadores retornaram à capital, Washington, para
votar, foi perpetrado um dos maiores atos de vilipêndio contra o povo americano
de que se tem notícia. Sob a presidência de Woodrow
Wilson, um democrata que chegou ao cargo alardeando a bandeira de nunca
permitir a criação de um banco central, foi promulgado o Federal Reserve Act (Ato da Reserva Federal), que instituiu um banco
central privado, “disfarçado”, não apenas para dominar a emissão de moeda mas
também para cobrar juros sobre essa emissão. Nada mais do que a milenar prática
da usura. Uma verdadeira quadrilha estava em ação naquela época,
dedicada a alimentar o sucesso da prática do fractional
reserve lending (empréstimo sem lastro), que
incluía J.P. Morgan (John Pierpont Morgan)5 e que serviria de fundamento para a passagem
tranqüila da legislação que criou o Federal Reserve Bank,
o banco central dos Estados Unidos. Todos foram escolhidos a dedo pelos Rothschild e preparados para esse desfecho em 1913. Já
famoso e muito rico, J.P. Morgan, que circulava com desenvoltura em todos os
altos escalões do governo americano, começou a procurar um futuro presidente
que apoiasse as idéias dos moneychangers de
criar um banco central privado, com a finalidade primígena
de lucro. Foi assim que conheceu Woodrow Wilson, então
reitor da universidade de Princeton, no estado de Nova Jérsei.
O Federal Reserve System
foi o desdobramento direto dessa aproximação de Morgan com Woodrow Wilson, mesmo diante das várias e infrutíferas
tentativas de criar um banco central nos EUA ao longo do século XIX e que
resultaram em pelo menos dois presidentes assassinados por oporem-se a essa
idéia. O simples apoio de Wilson às idéias dos moneychangers
constituiu um ato de alta traição. Um dos comentários públicos de Wilson sobre
o assunto teria sido o seguinte: “Todos os nossos problemas econômicos seria
solucionados se apontássemos um comitê de seis ou sete figuras públicas e
homens espirituosos como J.P. Morgan para cuidar dos assuntos de nosso país”.
Essa assertiva confirmou as circunstâncias da verdadeira usurpação que os moneychangers estavam prestes a praticar para
adquirir o controle fiscal e monetário dos Estados Unidos.
O deputado republicano Charles A. Lindbergh, do estado de Minnesota, declarou: “Aqueles que
não simpatizam com o poder financeiro dessa turma serão banidos dos negócios e
a população será atemorizada com as mudanças nas leis bancárias e monetárias”.
Os inocentes cidadãos americanos foram mais uma vez tragados para a noção da
criação de um banco central e a conseqüente escravização econômica. O senador
Nelson Aldrich, de Rhode Island, se tornou o líder da National
Monetary Commission,
composta de moneychangers fiéis a J.P. Morgan.
A finalidade desta comissão era estudar e recomendar ao congresso americano
mudanças no sistema bancário do país para eliminar quaisquer problemas que
surgissem da oposição à intenção primordial de lucro financeiro. O senador Aldrich era o porta-voz das mais abastadas famílias da
América, estabelecidas na costa leste. Sua filha casou-se com John D. Rockefeller Junior e deles nasceram cinco filhos: John,
Nelson (que se tornou vice-presidente em 1974), Lawrence,
Winthrop e David, depois dono e chairman
do Chase Manhattan Bank. Assim que a comissão foi instalada, o senador Aldrich embarcou num tour
de dois anos pela Europa, para consultas com os bancos centrais do velho
continente (Inglaterra, França e Alemanha). Somente a viagem custou aos cofres
públicos americanos cerca de US$ 300,000.00, uma soma fabulosa para aqueles
tempos.
Logo após seu retorno em 1910, Aldrich
reuniu-se com alguns dos mais ricos e poderosos homens americanos em seu vagão
ferroviário privativo e todos partiram secretamente para uma ilha na costa do
estado da Geórgia, Jekyll Island. Junto com eles viajou um
certo Paul Warburg, que recebia um salário de
US$ 500,000.00 anuais pago pela empresa Kuhn, Loeb
& Co. para conseguir a
aprovação da lei de criação do banco central americano e era sócio de ninguém
menos do que o alemão Jacob Schiff, neto do homem que
se associou à família Rothschild em Frankfurt. Na
época, Schiff estava envolvido na derrubada do czar
russo, empreitada que custou uns US$ 20 milhões e iniciou a revolução bolchevique que desaguaria na União Soviética.
Essas três famílias financeiras européias, os Rothschilds, os Schiffs e os Warburgs estavam todas ligadas pelo matrimônio ao longo dos
anos, assim como os Rockefellers, Morgans
e Aldrichs nos EUA. O segredo desta
reunião insular na Geórgia foi tão grande que os participantes foram
instruídos a usar somente seus primeiros nomes para evitar que serviçais e
criados descobrissem suas verdadeiras identidades.
Anos depois, um dos participantes dessa secretíssima reunião, Frank Vanderlip,
presidente do National City Bank of New York e
representante e protegé da família Rockefeller, confirmou a realização do evento. Citado numa
reportagem do jornal Saturday Evening Post de 09.02.1935 ele disse: “Eu me portei
secretamente e furtivamente como qualquer conspirador. Nós sabíamos que se
vazasse qualquer informação de que estávamos impondo ao congresso americano uma
nova legislação bancária não teríamos a menor chance de sua aprovação”.
A idéia principal da reunião em Jekyll
Island era desdobrar a intenção principal de reintroduzir um banco central privado para controlar o
dinheiro dos Estados Unidos. Não para o povo americano, mas para os moneychangers da Europa e de Nova Iorque. A atração
do fractional reserve lending
(empréstimo sem lastro) era simplesmente irresistível para os gananciosos argentários. Essa conspiração dos banqueiros privados
americanos para seqüestrar a economia americana se tornava cada vez mais
importante diante da competição dos pequenos bancos estatais do país. Como o
próprio senador Aldrich diria anos depois: “Antes da
promulgação do Federal Reserve Act (em 1913)
os banqueiros novaiorquinos dominavam apenas as
reservas monetárias de Nova Iorque. Agora controlamos as reservas do país
inteiro.” John Rockefeller disse a respeito: “A
competição é um pecado, temos que demovê-lo”.
O crescimento da economia americana prosperou e as
grandes corporações do país começaram a se expandir a partir de seus fabulosos
lucros. Como os moneychangers não possuíam voz
ativa sobre essa expansão, que se processava em nível corporativo longe de seus
tentáculos pois a indústria estava se tornando independente deles, algo tinha
que ser feito para mudar a situação. O nome do banco central americano
consagrado naquela reunião secreta de Jekyll Island, na Geórgia, Federal Reserve Bank,
foi escolhido para dar a impressão de que a instituição era pública, sem fins
lucrativos e para administrar a economia americana em nome dos cidadãos
contribuintes. Ledo engano. O nome foi apenas uma cortina de fumaça para
esconder a intenção monopolista e opositora à concorrência da nova instituição,
que tinha a exclusividade de imprimir as cédulas do dinheiro americano, criando
dinheiro do nada, sem quaisquer lastro ou reservas e emprestando-o às pessoas
sob juros.
Mas como é mesmo que o Fed
cria dinheiro do nada? Comecemos com os bonds,
ou letras do tesouro. São promessas de pagamento (ou IOUs, no acrônimo em inglês, originado de I owe you, “eu devo a você”).
As pessoas compram esses títulos para garantir uma taxa de juros segura no
resgate futuro. Ao final do prazo do papel, o governo repaga o valor principal mais
juros e o título é destruído. Atualmente existem cerca
de US$ 5 trilhões desses papéis em poder do público. Agora, eis os quatro
passos adotados pelo banco central americano para criar dinheiro do nada:
O Federal Open Market Committee (Comitê Federal do Mercado Aberto) aprova a
compra de letras do Tesouro Americano no mercado aberto. Esses títulos são
comprados pelo banco central americano, o Federal Reserve Bank. O Fed
paga pelos títulos com créditos eletrônicos emitidos em favor do banco vendedor.
Esses créditos não têm origem, não possuem qualquer lastro. O Fed simplesmente os cria e os bancos utilizam esses
depósitos como reservas. Como segundo a prática do fractional
reserve banking6 ou FRB, os bancos podem emprestar dez vezes mais
do que o valor efetivo de suas reservas e sempre a juros, rapidamente eles
conseguem produzir dinheiro do nada quando os tomadores começam a pagar os seus
empréstimos. Que por sua vez surgiram do nada. O sistema FRB permite aos bancos
não ter lastro em caixa equivalente aos depósitos dos clientes, vale
dizer, se todos os correntistas resolvessem sacar o seu dinheiro o banco não
teria como pagá-los, como aconteceu no crash
da bolsa de Wall Street em
1929, do qual os moneychangers foram os únicos
beneficiários.
Desta forma, se o Fed
adquirir, digamos, US$ 1 milhão em títulos, este valor se transformará
automaticamente em US$ 10 milhões, do nada, sem qualquer lastro ou cobertura. O
Fed simplesmente aciona sua gráfica e
“imprime” os outros US$ 9 milhões e começa a emprestar o dinheiro a juros no
mercado, através da rede bancária comercial. Assim, o banco central americano
cria 10% do total desse dinheiro novo e os demais bancos criam os 90%
restantes. Isto expande a quantidade de dinheiro em circulação e amplia o
crédito e o consumo, levando as pessoas a comprarem mais e gastarem mais,
inflando as estatísticas de crescimento nacional. Mas a verdadeira intenção
desta operação é mais sinistra. Pretende o controle absoluto sobre a economia.
Para reduzir a quantidade de moeda circulante e provocar uma recessão, o
processo é simplesmente revertido. O Fed vende
os títulos ao público e o dinheiro sai dos bancos dos adquirentes. Os
empréstimos têm que ser reduzidos em dez vezes o valor da venda porque, como
vimos, o Fed criou US$ 9 milhões do
nada.
Mas a duvida persiste: como estas operações
deliberadas de inflação e deflação beneficiaram os grandes banqueiros privados
que se reuniram secretamente em Jekyll Island para planejar a monopolização do sistema monetário
americano e dominar a emissão de moeda? Simples. Modificou radicalmente a
reforma bancária realmente necessária para criar um sistema de financiamento
público livre de dívidas, como os greenbacks7 do pres. Abraham Lincoln, representados por
papel-moeda impresso e emitido pelo governo americano durante a Guerra Civil
americana (1861-1865), um conflito entre os estados do norte contra os do sul.
Lincoln, tal como seus antecessores Jackson8 e Madison9, era
radicalmente contra o estabelecimento de um banco central, pois já conhecia a
estratégia dos moneychangers. Ele favorecia a
emissão da moeda nacional diretamente pelo Tesouro, um departamento cuja função
era exatamente essa, a de atuar como administrador da corrência
do país. Quando o Tesouro emite moeda, cada dólar impresso vale exatamente
isso: um dólar, pois nasce consagrado pela confiança da população e pela
certeza de que o dinheiro está sendo emitido sem especulação, sem incidência de
juros. O dinheiro emitido pelo Federal Reserve, por outro lado, é
exatamente o oposto. Traz embutidos juros e tem a intenção firme de lucrar ao
ser “emprestado” ao governo, pois é isso o que o banco central faz: empresta
dinheiro ao governo americano a juros. Em outras palavras, a tão propalada
missão de “guardião da moeda”, e “banco do povo”, conceitos consagrados lá
atrás através da criação do Banco da Inglaterra, nada mais é do que lucrar a
qualquer custo e ainda controlar a emissão de moeda de um país. A estrutura do
banco central favorece a centralização da oferta de moeda nas mãos de algumas
poucas pessoas, com pouquíssmo controle político
exercido pelo governo estabelecido.
Desde a proclamação da independência americana que
políticos sérios e comprometidos com o desenvolvimento e o bem-estar da
população da América se insurgiram contra os moneychangers.
Em carta dirigida ao secretário do Tesouro, Thomas Jefferson disse em 1802:
“Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas
liberdades do que exércitos armados. Se o povo americano autorizar bancos
privados a controlar a emissão de sua moeda, primeiro através da inflação e
depois pela deflação, os bancos e as grandes corporações que crescerão em volta
deles gradualmente controlarão a vida econômica das pessoas, deprivando-as de todo o seu patrimônio até o dia em que
seus filhos acordem sem-teto, no continente que seus pais e avós conquistaram”.
Basta examinarmos o sistema de indicação política
do presidente do Fed, (atualmente Paul Bernanke). O chefe do Fed
é indicado pelo presidente da república mas tem mandato de 14 anos, separado da
autoridade eleita pelo povo, muitas vezes perpetuando-se no cargo. Notórios
presidentes do banco como Paul Volcker e Alan Greenspan constituem os verdadeiros “xerifes” da economia
americana, e, por conseguinte, exercem influência planetária.
A criação do Federal Reserve Bank
em 1913, consolidou definitivamente o controle dos moneychangers
sobre o sistema financeiro americano, impedindo o retorno de uma política monetária
de financiamento público livre de dívidas como os greenbacks
de Lincoln e permitindo aos banqueiros criar 90% do dinheiro dos Estados Unidos
baseado apenas no conceito de fractional
reserves (reservas fracionais, sem lastro que garantisse a totalidade dos
recursos) e emprestá-lo a juros. Menos de duas décadas após sua criação, a
grande contração de crédito realizada pelo Fed
no início dos anos 30 do século XX causaria a Grande Depressão de
Logo após a reunião secreta de Jekyll
Island, teve lugar uma verdadeira blitz de
relações públicas. Os grandes banqueiros de Nova Iorque criaram um fundo
educacional de US$ 5 milhões para financiar professores em universidades
americanas importantes, em troca de apoio ao novo banco central. O primeiro a
ser cooptado foi justamente Woodrow Wilson, de
Princeton, que viria a ser tornar presidente dos EUA. Uma das primeiras ações
legislativas dos moneychangers com o novo Fed foi uma lei conhecida como Aldrich
Bill (”lei Aldrich”) que logo foi apelidada pelo
público como Banker’s Bill, pois beneficiava apenas as grandes
instituições financeiras. O congressista Lindbergh,
pai do famoso aviador Charles Lindbergh que pela
primeira vez cruzou o Atlântico sem escalas em 1927 voando num monomotor,
disse: “O plano de Aldrich é o plano de Wall Street. Significa novo
pânico financeiro, se necessário, para intimidar a população. O político Aldrich, pago pelo
governo americano para representar o povo no congresso, em vez disso, está
propondo um plano para o grande capital”.
A lei não foi aprovada. Os moneychangers
então, através dos banqueiros novaiorquinos,
financiaram Woodrow Wilson como o candidato democrata
à presidência dos EUA. Coube ao filantropo e financista Bernard Baruch a tarefa de “doutrinar” Wilson nesse sentido, em
1912. Tudo estava pronto para o ataque final dos moneychangers
europeus ao sistema financeiro do Novo Mundo. Essa luta já vinha desde os
tempos da presidência de Andrew Jackson, ferrenho opositor da idéia de um banco
central privado. Mas a capacidade de manobra do dinheiro logo se revelaria
determinante, quando William Jennings Bryan, assessor
de Jackson e vigoroso obstáculo entre os moneychangers
e seu objetivo, sem saber da doutrinação empreendida por Baruch,
apoiou a candidatura democrata de Wilson. Logo seriam traídos. Durante a
campanha presidencial, os democratas tiveram o cuidado de “fingir” que oposicionavam a lei Aldrich.
Vinte anos depois, o congressista Louis McFadden,
democrata da Pennsylvania, diria: “A
lei Aldrich foi abandonada no nascedouro quando Woodrow Wilson foi nomeado candidato à presidência
americana. Os líderes democratas prometeram à população que se fossem
guindados ao poder não estabeleceriam um banco central para controlar as
finanças da nação. Treze meses depois esta promessa foi quebrada e a nova
administração do presidente eleito Wilson, sob a égide das sinistras figuras de
Wall Street, estabeleceu a
monárquica instituição do “banco do rei”, nos mesmos moldes do Banco da
Inglaterra, para controlar integralmente o sistema monetário dos Estados Unidos
da América.
Após a eleição de Wilson, os magnatas J.P. Morgan, Warburg e Baruch apresentaram um
novo projeto de lei, que Warburg denominou de Federal
Reserve System. O partido democrata ovacionou o
projeto, apontando-o como radicalmente diferente da lei Aldrich.
Na realidade, a lei era praticamente idêntica em quase todos os seus aspectos.
E foi assim que, no dia 22 de dezembro de 1913, as 11h
da manhã, com um quorum ínfimo de apenas três senadores e apoiada pelo
próprio presidente Woodrow Wilson, o Federal
Reserve Act foi aprovado sem dissidências.
Naquele mesmo dia, o congressista Lindbergh alertara:
“Essa lei estabelece um mastodôntico feudo monetário
(money trust) na Terra. Quando o presidente assiná-la, um
governo invisível representado pelo poder monetário será legalizado em nosso
país. As pessoas podem não perceber imediatamente, mas a verdade virá à tona no
futuro. O pior crime legislativo da História está sendo perpetrado por essa lei
dos banqueiros”.
Esse verdadeiro ato de ganância e traição ao povo
americano foi o resultado de uma longa batalha entre os moneychangers
da Europa e os políticos americanos honestos. O sistema de fractional
reserve lending (empréstimo sem lastro) seria
para sempre o desejo dos mercadores, agiotas e usurários e efetivamente nunca
mudou desde o início do Renascimento quando começou a ser praticado. Outro
ingrediente fundamental dessa equação era a taxação do povo e que foi
consagrada na nova lei. A constituição americana, tal como foi redigida, não
apenas precluía o governo de editar quaisquer leis
(essa prerrogativa cabia somente ao congresso) como também vetava a imposição
de quaisquer taxas sobre a população. Apenas os estados podiam criar taxas e
emolumentos, como fora o desejo dos founding
fathers. A curiosa coincidência é que apenas
semanas antes da promulgação do Federal Reserve Act,
o congresso havia aprovado uma lei criando o imposto de renda. Até hoje
historiadores e estudiosos têm dúvidas se esta lei foi adequadamente
ratificada.
O modelo de banco central criado pelos moneychangers nos Estados Unidos, com fundamento no
pioneiro Bank of England, ganharia o mundo no século XX e hoje todos os
países do planeta possuem um banco central igual ou similar, baseado num
sistema de impostos como garantia do dinheiro que emprestam, a juros, aos
governos de seus próprios países, literalmente mantendo esses governos e a
população reféns de suas gananciosas políticas monetárias, expandindo e
contraindo o crédito como melhor lhes apraz.
Como o Fed é um
banco privado, sua intenção primordial é criar grandes dívidas junto ao governo
e aplicar juros sobre elas e, como garantia de pagamento, precisa de um sistema
de impostos à prova de erros. Desde os primórdios das atividades da família Rothschild na Europa que os moneychangers
sabiam que a única garantia real de recuperar os seus empréstimos a reis, monarcas e governos era o direito do devedor de taxar a
população.
Em
Em outubro de 1913 o senador Aldrich
apresentou novo projeto de lei fiscal no congresso, dando ao governo federal o
direito de cobrar impostos, o que era apenas permitido aos
estados da união. Para os moneychangers
era essencial que o governo federal pudesse taxar a população, sob pena de não
conseguirem dar seguimento à estratégia de criação de dívidas crescentes com
aplicação de juros. Essa estratégia foi repetida em todos os países do mundo
durante o século XX até que todos se tornassem devedores de seus bancos
centrais e garantissem os empréstimos através da cobrança de impostos ao
público.
Revendo a história do Vigésimo Século e a dos
Estados Unidos em particular, podemos observar claramente como a sombra
gananciosa e sinistra dos poderosos moneychangers
manipula a agenda planetária até hoje. A prática de financiar os dois lados de
um conflito, por exemplo, tornou-se uma de suas atividades regulares, opondo o
capitalismo ao comunismo e ao socialismo, religiões contra religiões e raças
contra raças. Durante todo o século passado, os moneychangers,
que não têm país, bandeira, hino ou deus, tiveram o controle em suas mãos.
Eles financiavam um dos lados até que estivesse
suficientemente forte e pronto para uma guerra, depois financiavam o lado
oposto e deixavam ambos se destruírem até ficarem sem recursos. A solução para
ambos os oponentes saírem do fundo do poço em que se haviam atirado era criar
mais e mais impostos para satisfazer a ganância e a usura dos argentários10.
Não é difícil pintar o quadro real desta fraude. O
risco que os moneychangers corriam era
mínimo, pois os empréstimos que faziam eram apenas constituídos de cédulas de
papel criadas do nada, através do sistema do fractional
reserve system (empréstimo sem lastro). A pratica
se tornou até mais fácil com o advento dos computadores, que simplesmente
adicionaram mais zeros às operações. Os cidadãos dos países devedores eram a
garantia dos empréstimos enquanto continuavam a pagar seus impostos e estavam
submetidos às diretrizes de seus governos estabelecidos. Foi assim que os moneychangers europeus ganharam controle sobre as
inocentes massas da civilização do planeta e continuam a detê-lo na atualidade.
Para termos uma idéia da ativa participação dos moneychangers na Primeira Grande Guerra (1914-1918)
é preciso entender que o conflito era essencialmente entre a Rússia e a
Alemanha. A França e a Inglaterra foram partícipes involuntários. Entretanto,
ambos os países tinham membros da família Rothschild
no controle de seus bancos centrais, mantendo-os reféns econômicos juntamente
com suas colônias ultramarinas. Os moneychangers
insuflaram a guerra, financiando todos os lados envolvidos até a exaustão
física e material. Depois de quatro anos de derramamento de sangue, os argentários reuniram-se com todos os envolvidos e
desenvolveram um sistema de taxação para pagar as dívidas de guerra, que
acabaria por desencadear o surgimento do nazismo e a eclosão da II Guerra
Mundial, que funcionou da mesma forma.
A grande restrição creditícia
do início dos anos 30 causou a quebra da bolsa novaiorquina
de 1929, com impacto em todo o mundo. O presidente Roosevelt acabou por falir a
economia americana ao ceder a todos os mandamentos dos moneychangers,
inclusive confiscando todo o ouro em poder do público e aplicando severas
sanções a quem não o entregasse. Foi assim que surgiu Fort
Knox, um dos grandes embustes americanos, famoso na
literatura e no cinema por guardar uma imensa fortuna em barras de ouro, mas,
que, na realidade, nunca foi auditado desde sua
criação há mais de seis décadas e suspeita-se que tenha pouco ou nenhum ouro
guardado atualmente, que teria sido enviado aos bancos europeus como garantia
de empréstimos.
Dez anos depois do crash,
em 1939, todos os players de um lado e de
outro do Atlântico estavam tão depauperados que uma nova guerra tornou-se
iminente. Os moneychangers, principalmente
através do Fed americano, financiaram todos os
lados e aguardaram a eclosão do conflito. O projeto Manhattan,
que deu aos Estados Unidos a bomba atômica, foi o coup
de gras dos especuladores, viabilizando a
emergência dos americanos como primeira potência mundial mas também criou as
condições essenciais para a Guerra Fria entre os americanos e a União
Soviética, mais um projeto de alta lucratividade para os moneychangers
nas décadas seguintes.
A Guerra da Coréia (1950-1953) e do Vietnam
(1959-1975) são exemplos das práticas do fractional
reserve lending praticada pelos bancos centrais
para prover os governos de recursos para custear os conflitos, então já sob
controle global dos moneychangers. O
assassinato do presidente Kennedy em Dallas, Texas, em 1963, é uma repetição
das circunstâncias envolvendo a era de Jesus há 2.000 anos. Ele confrontou os moneychangers e o tribunal Sanhedrin
do templo judeu revelando sua ganância monetária e acabou morto. Diante da
possibilidade de perder o controle das massas e o direito de cobrar taxas e
impostos, os moneychangers agem rápida e
violentamente.
Alguém ainda tem dúvida sobre a origem da atual
crise econômica que assola o planeta, iniciada com a retomada dos imóveis da
categoria sub-prime e depois com o
desmantelamento da “bolha” de investimentos de Wall Street, cujos efeitos irão impactar severamente todos os
países do mundo, lamentavelmente os mais pobres com mais crueldade?
Desconhecidos da grande maioria das pessoas no
planeta, essas informações estão a clamar uma decisão séria e definitiva da
população diante desse cruel sistema de ganância e poder exercido por um
pequeno grupo há mais de 300 anos, em contrapartida aos ensinamentos de amor ao
próximo, irmandade e temor a Deus professados pela religião.
Será que somos suficientemente civilizados para tomar esta decisão de forma
adequada, quer individual ou coletivamente, para as futuras gerações? Ou também
nós, diante do dinheiro e de todas as oportunidades e do poder que ele oferece,
seremos tomados pela ganância e pela usura?
Uma coisa é certa. A civilização contemporânea, tal
como está estabelecida, não subsistirá por muito mais tempo. Os problemas
gerados pela cultura do dinheiro, do lucro, da ganância e do individualismo já
estão destruindo a natureza do planeta de forma irreversível para os nossos
descendentes. Aí reside o cerne da delicada decisão que nossa civilização terá
que adotar, mais cedo ou mais tarde.
Se não enfrentarmos vigorosamente o embate milenar
entre fortes x fracos e ricos x pobres, buscando ascender a uma consciência
coletiva mais humana e amorosa e suprimindo os valores argentários,
estaremos certamente acelerando nosso caminho para o fim.
É preciso que alcancemos sabedoria através de um
renascimento espiritual, se quisermos deitar o
pavimento para a sobrevivência das gerações futuras.
Todas as citações deste artigo, quer no texto
principal, quer nos rodapés, podem ser conferidas em livros e matérias atuais e
da época ou diretamente pela Internet, através de ferramentas de busca como o Google e outros.
NOTAS DE RODAPÉ E REFERÊNCIAS
1 Pai de Mayer Amschel [Bauer] Rothschild, autor
da afirmação que abre o texto (acima).
2 Pela primeira
vez em sua história, a empresa Lehman Brothers viu-se enredada em problemas especulativos e
pediu concordata no início de setembro/2008 para evitar a falência.
3 A respeito, veja a história do conflito de Waterloo
no Google, utilizando as palavras chave “Waterloo” + “Nathan Rothschild”. É importante realizar a pesquisa com as aspas
e o sinal de mais para atingir o resultado esperado.
4 Veja no Google, sempre entre aspas
para “focar” a pesquisa.
5 Banqueiro,
financista e colecionador de arte americano que dominou o financiamento
corporativo e a consolidação industrial no século XIX, ele articulou a fusão
das empresas Edison General Electric e
Thompson-Houston Electric Company
que se transformou na General Electric,
a conhecida GE. Também participou ativamente da criação da United
States Steel Corporation,
fruto da união da Federal Steel Company
com a Carnegie Steel Company, que se tornou uma das grandes siderúrgicas
americanas. Doou grande parte de sua fabulosa coleção de arte ao Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.
6 Fractional Reserve Banking
= Sistema Bancário de Reserva Fracional, em
que apenas uma pequena fração (às vezes até nenhuma, zero) dos depósitos
bancários tem lastro em moeda corrente disponível para saque dos depositantes.
7 Greenback = verso verde. Os dólares impressos por
determinação do presidente Abraham Lincoln tinham o verso em cor verde, para
diferenciá-los das demais cédulas da moeda americana.
8 Do presidente
Andrew Jackson, ao expulsar uma delegação de banqueiros internacionais do Salão
Oval da Casa Branca: “Vocês são um ninho de vespas e ladrões cuja única
intenção é acampar em torno da administração federal americana com sua
aristocracia monetária perigosa para as liberdades do país”.
9 Do presidente
James Madison (quarto presidente americano): “A
história registra que os moneychangers se
utilizaram de toda sorte de abusos, intrigas e de todos os meios violentos
possíveis para manter o controle sobre governos através da emissão de moeda”.
10 A propósito,
leia sobre “A República de Weimar”, período de
inflação galopante na Alemanha entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais,
em que o poder de compra do marco alemão foi completamente pulverizado pela altas taxas cobradas dos países aliados vencedores do
conflito.